Lula já pensa em preparação do PAC entre 2011 a 2015
Já planejando a continuidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2011, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira que prefeitos e governadores terão que se reunir com a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, no início de 2010, para discutir futuros projetos. Em 2011, o país terá novo presidente.
“Vamos nos reunir em janeiro ou fevereiro de 2010, para preparar o PAC para 2011-2015.
Por que temos que preparar o PAC em 2010?
Porque, já no orçamento para 2011, precisamos colocar dinheiro no PAC, para que quem começar a governar,já comece com as obras prioritárias bastante definidas, com dinheiro colocado no orçamento para a máquina não parar”, explicou.
Para o presidente, a “pior coisa que pode acontecer num país” é uma paralisia no sistema de obras de infraestrutura.
“Como aprendemos a fazer obras depois que fizemos o PAC 2007-2011, vamos aprender a fazer mais ainda, de forma aperfeiçoada, o PAC de 2011 a 2015.
É importante que governadores e prefeitos comecem a definir as novas prioridades para seu estado, seja estrada, seja ferrovia, seja urbanização de favelas, seja habitação.”
Apesar das críticas da oposição, que considera antecipação de campanha eleitoral a presença da ministra Dilma Rousseff em inaugurações de obras, a ministra participou da inauguração de uma obra do governo do estado do Rio na manhã de hoje, no entorno da comunidade da Mangueira.
Dilma é apontada como pré-candidata do PT à Presidência da República.
No mesmo discurso de inauguração do Ginásio de Esportes em homenagem ao compositor e intérprete Jamelão, o presidente falou também da violência na cidade do Rio de Janeiro.
De acordo com ele, o governador Sérgio Cabral (PMDB) não tem como acabar com a violência em um minuto.
Se fosse assim, disse Lula, o problema não duraria tantas décadas.
O presidente da República afirmou que “com o narcotráfico não tem poema” e defendeu a prisão para os traficantes.
No entanto, ele também afirmou que 99,99% da população nas favelas é trabalhadora.
“Seria irresponsabilidade do governo federal dizer que o problema é do Sergio Cabral (governador do Rio) e do Eduardo Paes (PMDB, prefeito do Rio)”, disse.
Dia de celebrar os idosos em BH
Valorizar o idoso, conscientizá-lo de seus direitos e mostrar aos mais jovens os absurdos da discriminação. Alunos e professores dos cursos de enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, educação física e medicina lançaram nessa segunda-feira (28/9), na Praça de Serviços da UFMG, a campanha de enfrentamento à violência contra a pessoa idosa.
No local, houve distribuição de material relativo ao problema e exposição de pôsteres e de obras dos alunos de belas-artes. Grupos de convivência da terceira idade mostraram graça e vigor ao público nas apresentações de dança e do coral.
A violência é uma uma das principais causas de lesões, doenças, perda de produtividade, isolamento e desesperança da população mais velha. No Brasil, pesquisa do Ministério da Saúde mostra que, dos 93 mil idosos internados a cada ano no Sistema Único de Saúde (SUS), 27% são vítimas de violência.
Só em 2007, 116 mil pessoas acima dos 60 anos foram agredidas, segundo dados do governo federal. Em Belo Horizonte, de acordo com a coordenadora de Direitos da Pessoa Idosa da prefeitura, Maria Fontana Cardoso Maia, não há estatísticas sobre a situação.
Ela ressalta que uma das atribuições da coordenadoria é fazer a articulação de instituições e órgãos que trabalham com essa parcela da população. “Essa é uma forma de capacitar, formar e fazer com que o idoso conheça seus direitos para se defender.
E também de mostrar que uma das maneiras de defesa desses direitos é a denúncia dos casos de violência aos órgãos competentes”, disse.
A professora do curso de enfermagem Sônia Maria Soares, representante da UFMG no Conselho Municipal do Idoso, afirma que a campanha tem o objetivo de fortalecer o movimento de resgate da cidadania de pessoas mais velhas.
“Na África, dizem que quando morre um idoso, perde-se uma biblioteca. No Brasil, ainda temos de cultivar uma cultura de respeito a esse segmento da população. Hoje, enfrentamos vários tipos de violência, da negligência e abandono até a agressão psicológica e financeira”, relatou.
No palco da Praça de Serviços, os aposentados João Machado dos Santos, de 76 anos, e Marly Borges Santos, de 71, casados há 52 anos, deram um show de dança e mostraram que são verdadeiros pés de valsa no calango mineiro, no samba e no xote. “Quando as pessoas convivem umas com as outras, melhora até a saúde”, afirmou João.
“É importante para os jovens perceber que o idoso não é aquele fardo que pensam. Eles nos ensinam e nós também podemos lhes passar muita coisa. É uma troca de conhecimentos e uma participação mútua”, ressaltou Marly.
Para Alessandra Duarte, de 31, aluna do 9º período de terapia ocupacional, campanhas como a da UFMG são os primeiros passos para uma mudança de atitude na sociedade: “Já somos um país de idosos. Há muitas informações sobre o tema, mas ainda faltam estratégias de divulgação para as pessoas abrirem os olhos”.
Fifa avisa, chega de brincadeiras sobre a Copa 2014
Quem ouviu com atenção o recado do ministro dos Esportes, Orlando Silva (foto), que passou a tarde em Porto Alegre ontem, há de ter percebido. Terminou a brincadeira.
A Fifa quer ver obras. De estádios, de ruas, de metrôs, de ampliação de aeroportos, este um ponto fundamental para a realização da Copa de 2014 no Brasil, já que somos um país de longas distâncias, sem malha ferroviária e com estradas de manutenção duvidosa.
Maquetes, fóruns, audiências públicas, encontros, debates, nada disso sensibilizará mais os inspetores da Fifa quando eles retornarem ao Brasil.
O ministro avisou. Conversou com inspetores da Fifa e eles confirmaram. Se as obras dos estádios não começarem até março, o Brasil vai perder duas sedes. Das 12 escolhidas, sobrarão 10.
A pedido da CBF, para contemplar questões políticas e regionais de um território imenso, a Fifa concedeu duas cidades a mais. A ideia original sempre foi 10 municípios, mas a entidade máxima do futebol permitiu 12 em um gesto de boa vontade ao Brasil, terra do futebol pentacampeão.
Então, foi aquela festa no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador. Todas as regiões contempladas, sorrisos de satisfação do Oiapoque ao Chuí. Mas a Fifa dá e cobra. Na próxima inspeção, será preciso mais ação e menos conversa.
Orlando Silva, estrela principal do III Fórum Legislativo da Copa de 2014 em Porto Alegre, deixou claro que a capital gaúcha não corre riscos.
Citou o início da colocação dos pilares de sustentação da cobertura metálica no Beira-Rio como prova de que, ao menos no caso gaúcho, o prazo da Fifa para estádios está sendo cumprido.
O Governo Federal promete isentar de impostos as obras de ampliação dos estádios particulares, casos de Inter, Atlético-PR e São Paulo. Mas este é o menor dos problemas.
O preocupante são as arenas que precisam ser erguidas do nada, sendo que estão precisamente neste estágio — o nada.
O ministro acena com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para acelerar as obras, já que até março a Fifa quer ver ao menos a pedra fundamental enterrada no chão. Mas que garantias receberá o BNDES para emprestar dinheiro público?
O certo é que, antes da liberação dos recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de infraestrutura e mobilidade urbana (só para aeroportos são R$ 2,5 bilhões previstos), as cidades precisarão apresentar ao menos algum tráfego de tratores e guindastes nas áreas das futuras arenas.
Do contrário, logo, logo teremos problemas com Fifa.
Marcio Lacerda fala sobre prioridades para a capital
Marcio Lacerda garante que, para a Copa de 2014 as obras viárias básicas, da Pedro I, da Antônio Carlos, e os corredores de ônibus estarão prontas
Praticando meditação diariamente e fazendo ginástica três vezes por semana na academia que mantém em sua casa, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) garante que, depois de oito meses e meio à frente da Prefeitura de Belo Horizonte, o estresse ainda não o alcançou.
Obras viárias e legalidade nas ruas têm sido duas das tônicas de sua administração. O espaço para a política clássica, garante, é pequeno.
Daí ele afirmar que, por enquanto, considera “distantes” as eleições de 2010 e que só a partir de março do ano que vem vai pensar no posicionamento que tomará com relação às disputas tanto em Minas Gerais quanto para a Presidência da República.
Mas não descarta concorrer à reeleição em 2012, ainda que neste momento não diga nem sim, nem não. Nesta entrevista, exclusiva para o Portal Hoje em Dia, ele fala dos projetos, das dificuldades, e do seu modo de ver a administração e a política.
Festival Horizonte Blues Jazz
O Festival Horizonte Blues Jazz Instrumental não se resume somente às apresentações musicais. Além dos shows, o Centro Cultural também recebe a exposição “Jazz em Evidência”, com desenhos, pinturas, telas e fotografias de artistas plásticos que tiveram inspiração nos gêneros blues e jazz, entre eles, Marcos Kaoy que transforma vinil em obras de artes, realizando uma verdadeira viagem na pintura e na história musical.
O evento conta também com uma mostra de filmes e clipes em diferentes dias e horários.
Nas telas um pouco da história dos gêneros, como no filme “Jazz um filme de Ken Burns”, e clipes clássicos e contemporâneos, como de Ray Charles e Narah Jones.
O Festival oferece ainda oficinas de Voz e Guitarra com especialistas convidados pelo Centro Cultural, no dia 15 de agosto, às 15h.
Local: Centro Cultural Padre Eustáquio
Data: 15/08/09
Horário: 15:00 horas
Observações: Mais informação: 3277-7269 / 8678-5771
Obras no Mineirão começam em 2010
Em recente reunião, autoridades mineiras voltaram a discutir sobre as obras do Mineirão para 2014 e alternativas de locais de jogos para os clubes da capital. Representantes de América, Atlético e Cruzeiro seu reuniram com o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Augusto Anastasia para discutirem sobre novas possibilidades.
A decisão final prevê que o governo mineiro tente apressar junto à Caixa Econômica Federal (CEF) as obras do Independência. Enquanto isso, as partidas ocorrerão em Sete Lagoas, na Arena do Jacaré.
O núcleo da discussão foi a questão do estádio alternativo. Nós todos tempos como prioridade a reforma do Independência, aqui em Belo Horizonte.
O América, que é o responsável pelo estádio, e nós, do governo do estado, estamos firmes junto à Caixa Econômica Federal, para concluirmos de maneira efetiva as liberações burocráticas necessárias para a reforma do estádio Independência – disse o Anastasia.
Os presidentes dos três grandes clubes da capital esperam que o Independência possa ter condições de uso o mais rapidamente possível para que se evite fazer partidas longe de Belo Horizonte.
Porém, para o Campeonato Mineiro de 2009, os jogos devem ocorrer mesmo em Sete Lagoas, a 70 km de BH.
Abertas inscrições para festival estudantil em BH
Nos palcos do Festival Estudantil de Teatro (Feto) já passou de tudo um pouco: ousadas experimentações, obras clássicas da dramaturgia, uma pitada de teatro do absurdo, além de doses generosas de conflitos adolescentes. Em comum, as criações refletem a expressão de um grupo específico: os estudantes.
Pois é justamente com o objetivo de fomentar a arte cênica estudantil que o Feto, um dos mais importantes festivais do gênero no país, abre as inscrições para sua 9ª edição, voltada para estudantes vinculados a qualquer instituição de ensino no Brasil.
A ficha de inscrição já pode ser preenchida no site do festival (www.fetobh.art.br) e o material requerido deve ser entregue presencialmente na sede da Associação No Ato Cultural (Rua Itajubá, 1.310 – Sagrada Família, Belo Horizonte/MG – CEP 31030-430), realizadora do Feto, nos dias 14, 15 e 17 de agosto, das 10h às 18h. Pelos correios, serão aceitos materiais enviados até 13 de agosto para o mesmo endereço.
Os participantes poderão escolher entre duas categorias: Teatro na Escola, destinada a estudantes de escolas de ensinos fundamental, médio ou graduação, e Escola de Teatro, voltada para estudantes de instituições de artes cênicas.
Em ambas as categorias, os espetáculos poderão ser inscritos nas modalidades “teatro de palco”, “teatro em espaço alternativo” e “teatro de rua”, sendo destinadas aos públicos infantil, infanto-juvenil e adulto. O material necessário à inscrição está descrito no regulamento do festival, que pode ser consultado pelo site www.fetobh.art.br.
Seleção e programação
A cada ano, o Feto elege uma comissão de profissionais das artes cênicas, composta por cinco jurados, que avaliarão os materiais enviados pelos grupos inscritos. O resultado dos espetáculos selecionados será divulgado até o dia 1º de setembro, no site do festival.
O Feto acontece no período de 18 de outubro a 1º de novembro de 2009, com palestras, oficinas e apresentações dos espetáculos selecionados nos espaços do Galpão Cine Horto e Teatro Izabela Hendrix, além de praças e parque da cidade, a serem divulgados após o período de inscrição. Para os grupos selecionados que residam fora de Belo Horizonte, o festival estabelece parcerias com instituições públicas e privadas na tentativa de viabilizar transporte, alimentação e hospedagem.
Premiação – Serão premiadas as melhores montagens do festival, em cada uma das categorias (Escola de Teatro e Teatro na Escola), nas seguintes indicações: Melhor Espetáculo, Melhor Autor, Direção, Ator, Atriz, Figurino, Cenário, Iluminação, Trilha Sonora e Conjunto de Atores, sendo esta última indicação uma novidade da 9ª edição.
Os resultados serão divulgados em uma cerimônia de premiação, que será realizada em novembro. Os grupos vencedores do prêmio de Melhor Espetáculo, em cada uma das categorias, ganharão, além do troféu, espaços para reapresentarem seus espetáculos.
Mídias Sociais
O Feto chega à sua 9ª edição com um novo objetivo: estabelecer uma ampla rede de relações entre grupos estudantis de todo o Brasil. Para isso, o festival utiliza ferramentas disponíveis na Internet para criar um ambiente de interação, visando a estreitar o diálogo entre estudantes de diferentes estados do país.
Além do novo site – que agora abriga um blog e amplia seus canais de relacionamento com o usuário -, o Feto está conectado a redes sociais como Twitter, Orkut, Flickr e You Tube, nas quais disponibiliza vídeos e fotos de edições anteriores.
Esses canais serão alimentados com entrevistas, depoimentos, enquetes, promoções e reportagens ao longo de todas as etapas do festival. A intenção é que os próprios participantes e interessados no evento também produzam conteúdo de maneira colaborativa.
O Feto lança também uma campanha em 2009: convocar os participantes das edições anteriores a disponibilizar seus registros do festival – sejam eles em vídeos, fotos ou textos – no intuito de resgatar a história do evento sob o ponto de vista dos estudantes.
A ideia é reunir esses registros para produzir, na décima edição do festival, um material que resgate a memória do Feto em seus 12 anos de existência.
Mais aeroportos em Minas Gerais
Minas Gerais vai ganhar mais oito aeroportos com capacidade para operar com aviação regular até o fim deste ano.
As cidades de Capelinha, Curvelo, Divinópolis, Guaxupé, Lavras, Ouro Fino, Passos e Piumhi estão com seus aeroportos com obras em fase final de melhoria de infraestrutura, em investimento total de R$ 56 milhões do Programa Aeroportuário de Minas Gerais (ProAero), da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas.
A partir de agosto as obras já começam a ser entregues.
Do total de 853 municípios do estado, apenas 10 (incluindo Belo Horizonte) operam atualmente com aviação regular.
A falta de infraestrutura em muitas cidades limita o lançamento de rotas pelas companhias aéreas regionais que operam na capital, a Trip e a Air Minas Linhas Aéreas.
Saiba qual será o investimento em cada cidade
Apesar dos investimentos, a Região Noroeste de Minas ainda vai ficar sem atendimento da aviação regular.
O gerente do ProAero, Marco Migliorini, explica que a meta do Proero é capacitar 30 aeroportos em Minas para a aviação regional até 2011. “Temos uma malha de 151 aeroportos de pequeno e grande porte no estado.
Estamos fazendo um planejamento anual para detectar as regiões com maior potencial para os investimentos.
A avaliação envolve estratégia técnica e desenvolvimento econômico das cidades”, afirma. Segundo Migliorini, o objetivo do programa não é apenas o atendimento à aviação regular, pois há a necessidade de prestação de serviço local.
“É preciso ter um aeroporto em funcionamento para casos de urgência”, diz.
A primeira obra a ser entregue é a do aeroporto de Curvelo, na Região Central.
O empreendimento está em fase final de acabamento do terminal de passageiros, com previsão de entrega no próximo mês.
A administração das unidades vai ser feita em parceria com as prefeituras ou com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
O presidente da Air Minas Linhas Aéreas, Urubatan Helou, afirma que alguns destinos no estado, como as cidades de Pouso Alegre, Teófilo Otoni e Poços de Caldas, não são atendidas pelos voos da empresa por falta de infraestrutura dos aeroportos.
“São regiões importantes. Se tivessem empreendimentos capacitados, iríamos para lá no dia seguinte”, afirma.
A Air Minas opera hoje em Minas em Belo Horizonte, Ipatinga, Uberaba e Uberlândia.
Em setembro, inaugura um voo para Montes Claros.
Várias rotas são feitas com ligação para o estado de São Paulo.
A empresa começou a voar no Aeroporto da Pampulha há três anos, com rotas de Belo Horizonte para Divinópolis e Varginha.
“Deixamos de fazer a rota de Divinópolis em função do baixo fluxo.
Mas se o aeroporto for reestruturado, pode ser que a demanda aumente”, observa Helou.
Assim como ocorreu com as companhias aéreas que operam voos internacionais e interestaduais, as empresas regionais sofreram queda de demanda com a crise econômica global. Na Air Minas, a taxa de ocupação atual está em 58%. “É muito baixa”, observa Helou.
O presidente da Trip Linhas Aéreas, José Mario Caprioli, ressalta, no entanto, que as empresas aéreas regionais foram menos atingidas pela crise financeira. A empresa prevê faturamento de R$ 520 milhões neste ano, contra R$ 320 milhões em 2008.
A Trip acabou de lançar quatro novas rotas em Belo Horizonte, que vão ligar a capital às cidades do Rio de Janeiro, (Santos Dumont), Goiânia (GO), Cuiabá (MT) e Ji-Paraná (RO).
A partir de Cuiabá, serão feitas conexões imediatas com Manaus, com toda a região Centro-oeste e com o oeste do Paraná, com saídas por Confins.
No aeroporto da Pampulha, a empresa já opera nos dez destinos que têm aviação regular em Minas:
Belo Horizonte, Araxá, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Montes Claros, Patos de Minas, Uberaba, Uberlândia e São João del-Rei. Segundo Caprioli, os voos com distâncias menores vão ser operados pelo aeroporto da Pampulha e quando o destino depender de mais de uma conexão, via Confins.
O crescimento dos voos regionais enfrenta outra barreira: os preços.
De Belo Horizonte para Ipatinga ou Governador Valadares, por exemplo, a tarifa muitas vezes sais mais cara do que para outras capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo.
“Esses voos não têm concorrência, por isso não há muitas promoções”, afirma José Carlos Vieira, diretor regional e vice-presidente regional da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav).Grande parte do usuário da aviação regional (cerca de 75% do tráfego) viaja a negócios.
Rodoviária de Belo Horizonte é reprovada
Os terminais rodoviários das principais cidades brasileiras estão em colapso: instalações inadequadas, localização e acessos problemáticos, custo elevado de produtos e serviços.
Na avaliação de passageiros e motoristas, é urgente a construção de novas rodoviárias, adaptadas às necessidades atuais, inclusive para receber turistas durante a Copa do Mundo de 2014.
¦lt;br /> Em Minas Geraid, três cidades pesquisadas tiveram notas abaixo de cinco numa escala 0 a 10, no estudo Satisfação dos usuários com o serviço rodoviário de passageiros, encomendado pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati). Juiz de Fora (4,79), na Zona da Mata, Uberlândia (4,59), no Triângulo Mineiro, e Belo Horizonte (4,53) foram reprovadas em 20 quesitos pesquisados.
Inaugurado em 1971, o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip), na capital, previa o atendimento de até 1 milhão de pessoas. Na confluência das principais avenidas do hipercentro, o ponto, 40 anos depois, tornou-se um gargalo de trânsito da cidade, que tem hoje mais de 1 milhão de veículos.
Acostumados a viajar pelos menos duas vezes ao ano e que nos últimos 12 meses fizeram o mesmo percurso da hora da entrevista para a pesquisa, usuários deram notas 4,93 e 4,88, respectivamente, a dois importantes critérios: facilidade de transporte para sair da rodoviária e de acesso ao terminal.
Tanto para condutores de ônibus quanto para passageiros, entrar na estação e sair dela pode ser uma maratona. Nos últimos 15 anos, Alexandre Soares Ferreira, de 47 anos, acostumou-se a levar passageiros em várias rodoviárias da Região Sudeste do país e ouvir reclamações por atrasos. “Muitas vezes, há demora de até três horas.
Nos feriados prolongados, o trânsito engasga. Forma-se um linguição, com um ônibus atrás do outro”, conta o motorista, que faz o trajeto BH-Macaé (RJ). O gerente operacional do terminal, Ricardo Coutinho, afirma que as partidas são pontuais: “Não operamos de forma diferente em feriados”.
CONFLITOS A entrada e a saída diária de 750 ônibus criam conflitos no tráfego da estação, afetando, no complexo da Lagoinha, milhares de veículos procedentes das avenidas Cristiano Machado, Pedro II e Antônio Carlos. Em feriados, como no carnaval, com o aumento de 30% na demanda, o número de passageiros no terminal sobe de 35 mil para mais de 45 mil e o resultado é o completo travamento do trânsito.
Segundo o coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, a construção era ideal para 40 anos atrás, mas, hoje, contribui para o estrangulamento de um dos principais pontos de mobilidade urbana de BH. “Precisa ser deslocada para que a região possa gerir a movimentação de veículos”, afirma.
Como a construção do terminal no Bairro Calafate, na Região Oeste, ainda gera polêmica, o prefeito Márcio Lacerda adiou a definição de um novo local. A empresa Logit Engenharia de Consultoria foi contratada para fazer estudos detalhados, apontando os impactos na área urbana; no uso e ocupação do solo e na fluidez do trânsito.
A BHTrans informa que simulações tecnológicas de diversas situações ajudarão a gerar propostas a serem apresentadas à prefeitura. Somente depois desse processo a empresa terá elementos para a tomada de decisão. A expectativa é de que a nova estação seja concluída até 2012.
INTERMODAL O especialista da Fundação Dom Cabral aponta três fatores a serem observados na escolha do local do novo terminal, visando ao longo prazo: influência sobre centros comerciais e residenciais, necessidade de um complexo de multisserviços e acesso facilitado por modais de transporte, como metrô e vias expressas.
Segundo Resende, o terminal não pode resultar em problemas para a população, como no caso do Calafate, e não pode ser um local apenas para embarque e desembarque de passageiros, mas um centro moderno, integrado à vida da comunidade e que perdure por 40 anos.
O terceiro fator é considerado preponderante na escolha. O passageiro precisa de opções de transbordo eficientes por estar distante do Centro. “Trata-se de uma condição essencial a integração com o metrô e linhas de ônibus. Não são todas as pessoas que podem usar táxi. Isolar a estação pode ser um tiro no pé”, afirma Resende.
Abarrotada de malas, a doméstica Neusa Silva, de 50, é obrigada a caminhar quatro quarteirões do ponto de ônibus até a rodoviária, com rápidas paradas, a cada esquina, para enxugar o suor. “Seria bom se o ponto do ônibus fosse dentro do terminal. Mas é só um sonho. A realidade é caminhar. E muito”, afirma.
Semana de Artes Digitais em Belo Horizonte
No Ano da França no Brasil, Belo Horizonte recebe a Semana Internacional de Artes Digitais e Alternativas – SIANA 2009 -, evento bienal criado na França desde 2005.
Durante o período de 30 de junho a 12 de julho, serão realizadas diversas atividades gratuitas, como exposição de obras de arte digital, espetáculos, conferências e workshops sobre tecnologias digitais, seus usos e as novas formas de arte, em diversos espaços da capital mineira.
“A SIANA encaixa-se perfeitamente na proposta do Ano da França no Brasil: promover parcerias culturais e científicas entre os dois países.
É uma oportunidade para artistas, estudantes, pesquisadores e o público em geral de discutir o desenvolvimento das tecnologias digitais”, destacou o diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.
A SIANA foi criada pelo Instituto TELECOM & Management SudParis (ex INT), em parceria com a prefeitura de Evry (França) e o Théâtre de l’Agora. Em Belo Horizonte, conta com a participação de artistas e pesquisadores franceses e brasileiros e é realizado pela Cia de Teatro Luna Lunera e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O eixo artístico prevê três espetáculos: “Effet Papillon”, da companhia francesa Contour Progressif ; “A La Veille De Ne Partir Jamais”, do francês Serge Adam e da brasileira Flávia Tapias (uma criação exclusiva dentro do programa de Residências Artísticas da SIANA na França) ; e “Cortiços”, da companhia brasileira Luna Lunera ; além de exposição de onze obras de artes digitais e instalações interativas e seis workshops.
Já o eixo científico é dedicado às conferências e mostras de trabalhos sobre a história das artes digitais, as novas formas de uso da tecnologia e a importância do imaginário para a inovação tecnológica.
Para estimular a formação de parcerias duráveis, será firmado um convênio acadêmico entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto TELECOM & Management SudParis para incentivar a pesquisa no Estado e tornar acessível a produção internacional.
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