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Greve com frota mínima de ônibus garantida na justiça


Belo Horizonte e cidades da região metropolitana sofrem com a falta de ônibus nas ruas.
Parte da população não conseguiu chegar ao trabalho.


Entre muitas outras reclamações, levaram o Ministério Público a tomar algumas atitudes.
Para que seja mantida uma cota mínima de 50% da frota de ônibus durante a greve dos rodoviários que acontece na Grande BH nesta segunda-feira (22) o Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou na tarde desta segunda uma ação na Justiça.


O órgão pede, em caráter liminar, que caso não seja cumprido o exigido, o sindicato seja multado em R$ 30 mil a cada dia de descumprimento.




Belo Horizonte sem ônibus, greve geral a partir desta segunda


Motoristas e cobradores da região metropolitana de BH cruzam os braços a partir do primeiro minuto desta segunda-feira.
De acordo com os trabalhadores, a paralisação deve atingir Belo Horizonte, Contagem, Betim, Sete Lagoas e Itaúna.


A decisão foi tomada após uma assembleia realizada na tarde deste domingo (21), quando o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte e Região (SttrBH) decidiu rejeitar a proposta do consórcio de empresas de Belo Horizonte (Setra-BH) e da Região Metropolitana (Sitran-MG) de aumento de 4,33% na remuneração.


Os trabalhadores exigem um aumento de 37%, além de outras melhorias trabalhistas, como redução da jornada de trabalho para seis horas, fim da compensação de horas e fim da circulação dos ônibus sem cobrador.


A possibilidade de greve já existia desde o último dia 4, quando os sindicalistas fizeram uma manifestação em frente à prefeitura.
Na ocasião, os trabalhadores chegaram a entregar a pauta de reivindicações da categoria para o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, e pediram que ele intercedesse junto às empresas.
Porém, 17 dias depois, o SttrBH afirma não ter recebido nenhuma resposta por parte da prefeitura.



Internet via rádio alcança onde banda larga ainda não chega


Acessar a internet em um apartamento da região Centro-Sul de Belo Horizonte é fácil. O usuário pode escolher entre pelo menos cinco empresas, comparar preços e velocidades.

Mas, à medida que o endereço se distancia dos pontos mais nobres, fica mais difícil encontrar uma empresa disposta a estender seus cabos. Assim, muita gente que tem computador em casa não pode acessar a rede. Correção: não podia. O acesso à internet via rádio, que já foi considerado clandestino e pouco confiável, firmou-se como opção de qualidade.

“Não tinha nada aqui”, conta o representante comercial Jésus José Ribeiro Filho, morador do bairro Novo Amazonas, em Betim.

Segundo ele, só depois de ter internet via rádio instalada no prédio é que surgiu uma grande empresa oferecendo banda larga fixa. “Facilitou a vida, ficar ligado 24 horas por dia é uma tranquilidade”, resume. “E fica mais em conta por envolver todo o prédio, então pago R$ 59 por mês por uma conexão de 1 Mbps”, conta.

Como em qualquer tecnologia, a tendência do preço da conexão é cair. “O wireless (conexão sem fio) começou a ser uma tecnologia mais viável economicamente, a qualidade dos rádios está melhorando, então ganhamos no mercado corporativo e de pessoa física”, afirma Epaminondas Lage, diretor comercial da Planetarium, provedor que atua em Belo Horizonte desde 1996.

Ele diz que sua empresa só não cresce mais pela capacidade de investimento limitada. “Trabalhamos com recursos próprios, então não podemos aumentar o número de clientes na velocidade que gostaríamos”, diz. “Hoje as pessoas compram computador igual se comprava enceradeira, as classes C e D estão efetivamente tendo acesso à tecnologia. E computador sem internet é quase nada”.

Na casa do aposentado Celso Luiz do Patrocínio, do bairro São Francisco, em Belo Horizonte, o computador era realmente quase nada, mesmo com internet.

“Precisava abrir alguma página ou e-mail e demorava dois, três minutos”, conta o usuário, que trocou sua banda larga fixa de uma empresa de telefonia pela internet via rádio. “Baixo qualquer coisa mais rápido, é quase instantâneo. Sem contar que não tem filtro na tomada, não dá ruído no telefone fixo, como antes”.

Cuidados

Na hora de escolher um provedor via rádio, é preciso saber se ele é autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No caso de prédios, é necessário reunir pelo menos três apartamentos interessados, pois o provedor instala uma antena no edifício e desce cabos até cada apartamento.

Também é preciso ter certeza de que não haverá obstáculos: um ponto de presença (antena) deve estar a cerca de 5 km da sua casa, na cidade, para garantir um bom acesso. “Mas dependendo da topografia, conseguimos chegar a até 50 km de distância sem repetição”, explica Lage. O preço é a partir de R$ 45 por mês para conexão de 300 Kbps.


Oportunidade de inovação para empresas do setor automobilístico


Recursos para financiamento serão da ordem de R$ 1,1 milhão, provenientes da FPT Powertrain Technologies e da Fapemig

Resultado de demanda do Sistema Mineiro de Inovação (Simi) – uma ação do governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) – e em parceria com FPT Powertrain Technologies – empresa do Grupo Fiat – a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) lançou no último dia 21 o edital Mestres e doutores na empresa.

Empresas e instituições privadas de inovação tecnológica mineiras de qualquer porte poderão receber financiamento para desenvolvimento de projetos de inovação.

O objetivo é financiar propostas conjuntas de empresas com instituições de ciência e tecnologia para o desenvolvimento, por mestres e doutores, de projetos de inovação que tratem da eficiência energética em produtos e processos na indústria automobilística.

“Certamente, trata-se de uma iniciativa pioneira em Minas Gerais que esperamos possa render bons frutos”, afirma o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges.

Para o gestor de parcerias institucionais do Simi, Fabrício Martins, o edital tem papel fundamental no desenvolvimento da ciência e tecnologia no Estado.

“A nova política do governo é induzir editais de inovação que trabalhem com tecnologias que cheguem à população e que ela sinta os resultados dos investimentos”.

O edital apoiará propostas em três linhas temáticas: energias alternativas e otimização da energia utilizada nos processos industriais de fabricação na área automotiva; simulação e validação aplicadas a motores e transmissões; mecânica aplicada a motopropulsores: fluidodinâmica, lubrificação e combustão.

O prazo de execução dos projetos será de dois anos e a empresa poderá demandar até dois bolsistas. Essa é a quarta vez que a Fapemig lança um edital induzido pelo Simi.

“O Simi é uma ferramenta de intermediação entre demanda tecnológica e oferta de recursos para pesquisa. Então, captamos a demanda e apresentamos à Fapemig, possibilitando o lançamento de editais”, afirma Martins.


Projetos inovadores para micro e pequenas empresas


O Sebrae-MG lança, nesta terça-feira (15/9), o II Prêmio Sebrae Minas Design. O objetivo é estimular o desenvolvimento de produtos originais, funcionais e que contribuam para reduzir custos, eliminar desperdícios e aumentar a competitividade de micro e pequenas empresas de Minas Gerais.

O evento de lançamento será às 19h30 horas, na sede do Sebrae, em Belo Horizonte, com palestra de Karim Rashid, referência mundial em design.

O Prêmio Sebrae Minas Design é dividido em duas categorias: Profissional e Estudante. Os participantes devem desenvolver projetos que beneficiem os setores definidos no edital (quadro).

Os candidatos, de todo o País, podem participar individualmente ou em equipe e não há limitação para o número de trabalhos a serem enviados.

Os vencedores serão premiados com a participação em uma missão técnica internacional a um centro de referência em design da Europa.

Também terão seus trabalhos divulgados em um catálogo que será distribuído às empresas dos setores incluídos no concurso e em uma exposição. Todos os projetos finalistas e classificados também participarão do catálogo e da mostra.

Setores

Ardósia – cidade de Papagaios (Central)

Calçados – Nova Serrana (região Central)

Eletroeletrônico – Santa Rita do Sapucaí (Sul)

Móveis – Ubá e região (Zona da Mata)

Resíduos da Construção Civil*

Resíduos: Ardósia, Calçados, Eletroeletrônico, Móveis, das regiões participantes desta edição*

Os projetos devem sugerir novas formas e funções para resíduos não aproveitados pelos setores incluídos nesta edição. O objetivo é reduzir desperdícios e danos ambientais e estimular o crescimento econômico, com a geração de postos de trabalho.

Inscrições

Categoria Profissional – profissionais que atuam na área de design e tenham diploma de curso técnico ou superior.

Categoria Estudante – alunos de cursos de design e áreas correlatas previstos e autorizados pela legislação brasileira, dos níveis técnico, superior em tecnologia, sequenciais e de graduação, matriculados no ano letivo de 2009. O candidato deverá apresentar comprovação de matrícula.

O candidato deve fazer uma pré-inscrição no site www.sebraemg.com.br/premiodesign, onde está o regulamento do Prêmio.

O número gerado no ato da pré-inscrição deve ser enviado junto com o projeto, como identificação do participante. O projeto não pode apresentar nome dos autores. O prazo para a entrega dos trabalhos vai até 31 de março de 2010.

O júri selecionará os trabalhos com base nos critérios de Originalidade, Concepção formal, Inovação tecnológica, Adequação ao mercado, Viabilidade industrial e Impacto ambiental.

Importância do design

O Prêmio Sebrae Minas Design está integrado a vários projetos desenvolvidos pelo Sebrae-MG para aumentar a competitividade dos polos de eletroeletrônicos, em Santa Rita do Sapucaí, de móveis, em Ubá, de calçados, em Nova Serrana, e de Ardósia, em Papagaios.

Entre outras iniciativas, a instituição contratou a consultoria espanhola Competitiveness para analisar as demandas do mercado e elaborar estratégias a médio e longo prazos.

“O design tem importância fundamental para as empresas, pois é por meio dele que elas transformam idéias e necessidades em produtos inovadores e atraentes.

O design é um recurso estratégico para aumentar o potencial competitivo das micro e pequenas empresas, ao agregar valor, identidade visual e cultural, estilo, originalidade e funcionalidade a objetos artesanais e industriais”, observa Roberto Simões, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas.

Há nove anos, o Sebrae-MG promove ações para estimular as micro e pequenas empresas a investirem em design, integrando essa ferramenta às estratégias de negócio.


Infocon Inforuso em Belo Horizonte


Entre os dias 28 e 30 de setembro, o CMRR – Centro Mineiro de Referência em Resíduos recebe o maior evento de tecnologia da informação e comunicação, a 25ª edição do Infocon Inforuso Sucesu, promovido pela Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações de Minas Gerais – Sucesu-MG, em parceria com a Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEAM.
“Tecendo as redes de uma TI sustentável”, é o tema desta edição que tem como finalidade divulgar práticas ambientais sustentáveis que estão sendo adotadas no setor de TI.
Para cada dia de evento é esperado o público de 300 congressistas que poderão fazer suas inscrições gratuitamente no site www.sucesumg.org.br.

 

O Infocon Inforuso é o principal evento do setor realizado anualmente em Minas Gerais, dirigido a empresários, profissionais de TI e interessados em geral.
Neste ano, em sintonia com questões econômicas e sociais, o evento abordará assuntos relacionados ao tema TI Verde, que engloba conceitos de sustentabilidade, reciclagem, novas formas de produção, gasto e custo de energia e atitudes responsáveis para com o meio ambiente e a sociedade.

 

A sustentabilidade ambiental é um tema em foco nas discussões da sociedade e alcança todos os setores da economia. Segundo o presidente da Sucesu – MG, Márcio Tibo, a área de TI é um setor transversal que promove a utilização intensiva de recursos e necessita estar preparada para responder aos anseios de uma nova ordem mundial.
“A TI Verde deve significar, nas estratégias corporativas, muito mais do que apenas uma troca de equipamentos.
Trata-se de uma bandeira, que está sendo levantada em todo o mundo. Pensar verde cria alternativas, que podem ajudar a reduzir o impacto ambiental, por isso a escolha desse tema para a 25ª edição do Infocon Inforuso Sucesu”, explica Tibo.

 

Ainda segundo o presidente, tratar o lixo eletrônico, programar as impressoras para imprimir na frente e verso e realizar vídeo conferencias para diminuir o uso de meios de transportes que poluem o ar, fazem parte de um extenso rol de ações que poderiam ser adotadas. “A busca é pela conscientização de todos e pela mudança ou adoção de novos de procedimentos.
Nesse caso até vantagens econômicas podem impulsionar investimentos em sustentabilidade e meio ambiente” acrescenta.

 

O evento será focado na discussão de como o ambiente de TI pode ser otimizado, reduzindo custos e impactos ambientais, aumentando a eficiência energética e facilitando a manutenção e gerenciamento para os sistemas de infra-estrutura física de TI.

Para o evento a Sucesu MG conta com a parceria de importantes empresas como o CDI – Comitê de Democratização da Informação, FEAM, Cemig, Ceinfor (Fumsoft, Sindinfor, Assespro e Sucesu), Prodemge, entre outras.

 

Empresas devem se adequar a lei


A partir da Política Estadual de Resíduos Sólidos, de acordo com a lei estadual 18031-2009 de 12 de janeiro de 2009, as empresas passarão a ser ativas na proteção e melhoria da qualidade do meio ambiente no que se refere a resíduos sólidos oriundos das atividades de TI.
Elas deverão promover ações para garantir que o fluxo dos resíduos sólidos gerados pela TI seja direcionado para a sua cadeia produtiva ou para cadeias produtivas de outros geradores.
Quem se omitir poderá receber desde uma advertência até multas diárias.

 

Além disso, um grupo de trabalho, formado pela FEAM, e que conta com a participação do CDI Minas como representante da SUCESU MG, está elaborando, conjuntamente e por consenso, uma minuta de Deliberação Normativa a ser encaminhada ao COPAM – Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais, para regulamentar a questão dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos no Estado de Minas Gerais.
Um projeto piloto para tratamento deste tipo de resíduo está sendo também preparado e essa proposta será conhecida durante o 25º Infocon Inforuso Sucesu.

 

 

Programação

 

Durante o 25º Infocon Inforuso serão realizadas 15 palestras de diferentes temas como TI Verde; Informática Pública; Arquiteturas de aplicativos / SOA/ BPM/ ECM; GRC; Business Intelligence (BI); Soluções para Data Center (Servidores, Virtualização, Monitoração, Segurança, Cloud Computing); dentre outros.

 

Outro destaque do evento é a Copa de Robótica, que objetiva promover uma competição entre instituições de ensino do Estado de Minas Gerais.
A disputa visa fomentar o desenvolvimento de projetos tecnológicos, estimulando a criatividade e incentivando a formação de profissionais preparados para o mercado de trabalho.
Este ano as modalidades da copa dos robôs tem como base os conceitos de sustentabilidade.


Aécio quer novas regras para minério


O governador Aécio Neves defendeu ontem, em Diamantina, a implantação de uma nova regulamentação paras os royalties do minério, que são inferiores aos do petróleo.
O Governo mineiro vai defender a proposta de que os royalties cobrados das mineradoras passem a ser cobrados num percentual de 3% sobre a receita bruta.
“Algo entre 2% e 3% sobre a receita bruta não vai tirar a competitividade das empresas”, afirmou Aécio. Hoje, os royalties sobre a mineração são de até 2% sobre a receita líquida.

 

O governador de Minas discutiu o assunto com o ministro das Minas e Energias, Edison Lobão, que foi um dos agraciados com a Grande Medalha JK, honraria concedida anualmente no aniversário do ex-presidente Juscelino Kubitschek, em Diamantina (Vale do Jequitinhonha), sua terra natal. Lobão não deu entrevista sobre o assunto.

 

Na sexta-feira, o ministro declarou que o Governo federal quer diminuir a discrepância dos royalties cobrados para a exploração de petróleo e a exploração mineral. Para extrair petróleo, os royalties cobrados chegam a 10%.
De acordo com o ministro, o Governo ainda vai estudar os royalties cobrados sobre a mineração em outros países antes de apresentar sua proposta.

 

O objetivo é não prejudicar a competitividade das mineradoras brasileiras no mercado mundial.
Aécio Neves afirmou, ontem, que conversou com o ministro Lobão sobre a divisão dos impostos arrecadados com a exploração do pré-sal e que sentiu, da parte do ministro, concordância com sua postura em relação ao assunto.

 

Ainda segundo o governador mineiro, é justo que os estados litorâneos tenham um diferencial na distribuição dos recursos.
Mas a parte maior do bolo, argumentou ele, precisa ser dividida entre todos os estados. “Não seria justo acirrarmos as diferenças que nos separam hoje”.

 

Na solenidade, o governador mineiro voltou a criticar o Governo federal, apontando a necessidade de reformas e de uma nova concepção de governabilidade, inspirado na gestão desenvolvimentista do ex-presidente Juscelino.
“Minha disposição é continuar rodando o país, discutindo uma nova agenda para o Brasil, uma agenda pós-Lula. Me sinto impulsionado a pensar o Brasil e os desafios pela frente”, afirmou o tucano, emendando que uma candidatura a presidente não pode ser um “ato unilateral de vontade”.

 

O tucano também destacou os bons índices econômicos e a alta popularidade do Governo Lula, mas alfinetou a morosidade no andamento de reformas essenciais. “Não enfrentamos os gargalos ao nosso crescimento, as reformas essenciais: tributária, previdenciária e a própria reforma política”, atacou.

 

Itamar elogia tucano


Sempre em campanha pela candidatura de Aécio Neves à Presidência, o ex-presidente Itamar Franco (PSB) disse ontem que “Deus colocou nas mãos do tucano” a missão de colocar Minas de novo no comando da República e de restabelecer no Brasil os padrões de ética. Itamar foi o orador oficial da solenidade de entrega da Medalha JK.

 


Empresas apostam em Natal de boas vendas


O inverno só termina na semana que vem, mas o Natal parece já ter elevado a temperatura. Papai Noel vai usar o trenó para fazer uma ponte entre a indústria, o comércio e a casa dos consumidores e, desta forma, alavancar a produção e as vendas. Embalados pela recuperação da economia brasileira, o otimismo toma conta de setores como calçados, brinquedos, vestuário e alimentos.

 

A projeção é de ganhos de 30%, em média, maiores para o Natal deste ano, em comparação com igual data do ano passado.
O bom humor dos empresários valeu uma elevação de 6% no Índice Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas em agosto, quando o indicador atingiu o maior número de pontos dede setembro de 2008.

 

De olho no Dia das Crianças e no Natal, a fabricante de brinquedos Estrela investiu pesado.
O montante chega a R$ 15 milhões, usados pela empresa para a elaboração de 182 novos brinquedos e peças publicitárias que começam a rodar nos próximos meses.
A expectativa é de que mais de 8 milhões de brinquedos sejam comercializados. “Estamos muito otimistas. O Natal deste ano será bem melhor do que o de 2008”, acredita o diretor de marketing da Estrela, Aires Fernandes.

 

É de olho nesses consumidores mirins que a loja infantil PBKids espera aumentar as vendas em mais de 50%.
A expectativa é do gerente da loja do shopping Pátio Savassi, Cristiano Alexandre de Oliveira, que trabalha na rede há três anos. No mix de produtos, mais de 2 mil opções entre carrinhos, bonecas, bolas e jogos. “O Dia das Crianças vai nos dar uma noção exata de como será o Natal, mas estamos muito otimistas.
O público infantil é fiel e sempre quer algo novo que chame a atenção”, afirma.

 

Sacos de presentes bastante recheados também são a aposta dos lojistas mineiros do setor de calçados. Segundo o diretor da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), Vitor Gomes Gontijo, as vendas das lojas mineiras que atuam no segmento devem ter um aumento de até 30%.
“Todos estão fazendo encomendas e acreditando em um Natal bem positivo, já que, no ano passado, em razão da crise financeira, as pessoas foram muito cautelosas nas compras”, disse.

 

Sapatos de couro, em especial os femininos, sempre mais cobiçados, conforme Gontijo, deverão liderar as vendas.
E as mulheres que querem garantir logo o presente de Natal não precisam esperar até o final do ano. “Muitos lançamentos já estão disponíveis”, adianta Gontijo. “As lojas estão no período de contratações temporárias e pedidos para reforçar o estoque, mas muito já pode ser encontrado”, diz o lojista, que é proprietário da rede Katuxa Calçados, com mais de 56 lojas espalhados por Minas e Vitória, no Espírito Santo.

 

Ao todo, são 900 funcionários, e a meta é reforçar o grupo em pelo menos 40% com contratação de quase 400 funcionários temporários. “Justamente por acreditar em um Natal muito bom é que vamos contratar ainda mais pessoas esse ano”.
Na rede de calçados Elmo, as vendas podem crescer até 50%. Pelo menos, esse é o sentimento de uma das lojas de Belo Horizonte, no Shopping Cidade.

 

De acordo com a sub-gerente Kezia Silva, os estoques estão reforçados e novos pedidos poderão ser feitos a qualquer momento. “Para dar conta do recado já estamos contratando os tradicionais temporários para se juntarem aos 12 profissionais que já trabalham aqui”. No ano passado, foram feitas 10 contratações de temporários na Elmo do Shopping Cidade. A expectativa para este ano é contratar pelo menos 15.

 


Mais aeroportos em Minas Gerais


Minas Gerais vai ganhar mais oito aeroportos com capacidade para operar com aviação regular até o fim deste ano.
As cidades de Capelinha, Curvelo, Divinópolis, Guaxupé, Lavras, Ouro Fino, Passos e Piumhi estão com seus aeroportos com obras em fase final de melhoria de infraestrutura, em investimento total de R$ 56 milhões do Programa Aeroportuário de Minas Gerais (ProAero), da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas.

 

A partir de agosto as obras já começam a ser entregues.
Do total de 853 municípios do estado, apenas 10 (incluindo Belo Horizonte) operam atualmente com aviação regular.
A falta de infraestrutura em muitas cidades limita o lançamento de rotas pelas companhias aéreas regionais que operam na capital, a Trip e a Air Minas Linhas Aéreas.

 

Saiba qual será o investimento em cada cidade

 

Apesar dos investimentos, a Região Noroeste de Minas ainda vai ficar sem atendimento da aviação regular.
O gerente do ProAero, Marco Migliorini, explica que a meta do Proero é capacitar 30 aeroportos em Minas para a aviação regional até 2011. “Temos uma malha de 151 aeroportos de pequeno e grande porte no estado.

 

 Estamos fazendo um planejamento anual para detectar as regiões com maior potencial para os investimentos.
A avaliação envolve estratégia técnica e desenvolvimento econômico das cidades”, afirma. Segundo Migliorini, o objetivo do programa não é apenas o atendimento à aviação regular, pois há a necessidade de prestação de serviço local.
“É preciso ter um aeroporto em funcionamento para casos de urgência”, diz.

 

A primeira obra a ser entregue é a do aeroporto de Curvelo, na Região Central.
O empreendimento está em fase final de acabamento do terminal de passageiros, com previsão de entrega no próximo mês.
A administração das unidades vai ser feita em parceria com as prefeituras ou com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

 

O presidente da Air Minas Linhas Aéreas, Urubatan Helou, afirma que alguns destinos no estado, como as cidades de Pouso Alegre, Teófilo Otoni e Poços de Caldas, não são atendidas pelos voos da empresa por falta de infraestrutura dos aeroportos.
“São regiões importantes. Se tivessem empreendimentos capacitados, iríamos para lá no dia seguinte”, afirma.
A Air Minas opera hoje em Minas em Belo Horizonte, Ipatinga, Uberaba e Uberlândia.
Em setembro, inaugura um voo para Montes Claros.

 

Várias rotas são feitas com ligação para o estado de São Paulo.
A empresa começou a voar no Aeroporto da Pampulha há três anos, com rotas de Belo Horizonte para Divinópolis e Varginha.
“Deixamos de fazer a rota de Divinópolis em função do baixo fluxo.
Mas se o aeroporto for reestruturado, pode ser que a demanda aumente”, observa Helou.

 

Assim como ocorreu com as companhias aéreas que operam voos internacionais e interestaduais, as empresas regionais sofreram queda de demanda com a crise econômica global. Na Air Minas, a taxa de ocupação atual está em 58%. “É muito baixa”, observa Helou.
O presidente da Trip Linhas Aéreas, José Mario Caprioli, ressalta, no entanto, que as empresas aéreas regionais foram menos atingidas pela crise financeira. A empresa prevê faturamento de R$ 520 milhões neste ano, contra R$ 320 milhões em 2008.

 

A Trip acabou de lançar quatro novas rotas em Belo Horizonte, que vão ligar a capital às cidades do Rio de Janeiro, (Santos Dumont), Goiânia (GO), Cuiabá (MT) e Ji-Paraná (RO).
A partir de Cuiabá, serão feitas conexões imediatas com Manaus, com toda a região Centro-oeste e com o oeste do Paraná, com saídas por Confins.

 

No aeroporto da Pampulha, a empresa já opera nos dez destinos que têm aviação regular em Minas:
Belo Horizonte, Araxá, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Montes Claros, Patos de Minas, Uberaba, Uberlândia e São João del-Rei. Segundo Caprioli, os voos com distâncias menores vão ser operados pelo aeroporto da Pampulha e quando o destino depender de mais de uma conexão, via Confins.

 

O crescimento dos voos regionais enfrenta outra barreira: os preços.
 De Belo Horizonte para Ipatinga ou Governador Valadares, por exemplo, a tarifa muitas vezes sais mais cara do que para outras capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo.
“Esses voos não têm concorrência, por isso não há muitas promoções”, afirma José Carlos Vieira, diretor regional e vice-presidente regional da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav).Grande parte do usuário da aviação regional (cerca de 75% do tráfego) viaja a negócios.


BH busca alternativa de aproveitamento do lixo


Propostas para melhorar o aproveitamento do lixo produzido e descartado em Belo Horizonte serão recebidas pela prefeitura, como alternativa ao aterro sanitário.

Edital de chamamento para que empresas apresentem suas soluções será lançado ainda neste mês. Ontem, na Câmara Municipal, a Usina Verde, empresa que desenvolve projetos de tratamento de resíduos, aproveitando materiais, energia e calor gerados no processo, fez apresentação de seu trabalho, em audiência pública.

Uma das plantas da empresa opera na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, onde fica a cidade universitária. De acordo com o representante da Usina Verde em BH, Marcelo Savassi, o sistema trata os resíduos desde a coleta até a destinação final.

Segundo ele, em lugar de catadores, existe uma cooperativa de trabalhadores para separar o que é reciclável do que não é. Na planta ou módulo, que é o conjunto de equipamentos que faz o tratamento, só passam produtos que não podem ser reaproveitados.

Os resíduos são incinerados em fornos com temperaturas acima de 800 graus centígrados. A queima gera gases que produzem energia, que, por fim, é utilizada no funcionamento do próprio sistema e pode também ser destinada para uso da comunidade no entorno.

Por exemplo, um módulo que trata 150 toneladas de lixo por dia pode fornecer energia para 14.400 residências. Se for para cidades maiores, é possível juntar mais de uma planta para fazer o serviço. As cinzas que resultam da queima do material são transformadas em tijolos, que são empregados na construção civil.

De acordo com Marcelo Savassi, a Usina Verde pode operar em uma cidade pelo mesmo valor que se paga pelo aterro sanitário. No caso de Belo Horizonte, por cerca de R$ 35 a tonelada tratada, valor pago para levar os resíduos para o aterro de Sabará.

Em Minas Gerais, existe um estudo para implantação da tecnologia na Região de Três Corações, mas ainda é incipiente, conforme Marcelo Savassi.

Entre os órgãos públicos, a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) tem projeto de aproveitamento de biomassa e recursos naturais renováveis na indústria cimenteira, com algumas experiências, mas em fase de estudos.

Objetivo é diminuir o impacto na natureza

Apesar de ter acabado de firmar contrato de 25 anos para destinação e tratamento do lixo em aterro sanitário, a Prefeitura de Belo Horizonte, planeja implantar na capital outra forma de cuidar dos resíduos – que possa aproveitar recursos gerados do material descartado e diminuir o impacto sobre o meio ambiente.

De acordo com o superintendente de Limpeza Urbana de Belo Horizonte, Luiz Gustavo Fortini, a prefeitura busca alternativas para tratar o lixo.

O convite do chamamento ficará aberto por 30 dias e, depois, haverá um período de avaliação das propostas. O meio que for escolhido vai vigorar na cidade junto com o aterro sanitário.

“Queremos conhecer tudo o que existe hoje para ampliar e controlar o tratamento do lixo. Também queremos saber quais são os custos disso”, disse.

Fortini participou da audiência na Comissão de Meio Ambiente e Política Pública, que discutiu a questão dos resíduos sólidos. Na reunião, a prefeitura foi criticada por ter feito o contrato para utilizar aterro sanitário como destino final, no último mês da administração do prefeito Fernando Pimentel (PT), e por 25 anos.

O superintendente informou que a prefeitura optou pelo aterro sanitário, que funciona em Sabará, na Região Metropolitana de BH, porque era a solução mais viável, no momento, para resolver um problema grave que a cidade tinha – a destinação do lixo, após o esgotamento do aterro da BR-040.

O período maior de vigência do contrato garantiu uma proposta financeira mais em conta para o Governo municipal, conforme disse Fortini.

De acordo com a assessoria de imprensa da SLU, a prefeitura vai pagar R$ 812,361 milhões pelos 25 anos de serviço. O órgão informou que a empresa Vital Engenharia, que pertence à holding Queiroz Galvão, foi a vencedora da licitação do aterro.

A holding criou a Macaúbas Meio Ambiente S/A para administrar o serviço, uma exigência da lei das parceiras público-privadas (PPP’s), forma de concessão administrativa que é utilizada.

Segundo Fortini, existem tecnologias, mas muitas têm custo alto. Além disso, afirmou que não existem no Brasil usinas de aproveitamento dos resíduos que trabalhem com grandes quantidades de material ao mesmo tempo.

“Todas que existem são para volumes pequenos”, afirmou.
Conforme o superintendente, Belo Horizonte produz cerca de 5 mil toneladas de lixo por mês.

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