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Seminário em BH discute novos rumos para a gestão cultural


Com os ventos de mudança surgidos da proposta de reformulação da Lei Rouanet, gestores culturais se perguntam que rumos tomar diante das possíveis mudanças da lei e da crise que atingiu os patrocínios, via lei de incentivo, na área cultural.

 

Pensando nisso, os alunos da Pós-graduação em Gestão Cultural do Centro Universitário UNA organizaram o Seminário Gestão Criativa da Cultura: Tranversalidade e Sustentabilidade. O tema é de grande interesse e relevância e recebeu o apoio do Ministério da Cultura – Representação MG, e foi noticiado pelo jornal Hoje em Dia e pelo site Cultura e Mercado e entre outros.

 

Seu foco é debater soluções criativas para a gestão da cultura, a fim de tentar diminuir sua dependência dos mecanismos governamentais de fomento.
O Seminário traz convidados para expor iniciativas inovadoras de financiamento à produção e apresentar cenários possíveis de colaboração e criação de redes.
As mesas acontecerão nos dias 1º e 2 de julho a partir das 19 horas no auditório do Centro Universitário UNA – Rua Aimorés 1.451, Lourdes. As inscrições podem ser feitas pelo site http://gestaocriativadacultura.wordpress.com

 

AS MESAS
 

 

No primeiro dia (1º/07), o seminário trará a mesa sobre Sustentabilidade e Cultura.
Sob uma perspectiva integrada e universal, essa mesa tem como tentativa reconhecer o potencial das indústrias criativas e culturais no contexto de umfinanciamento que se sustente ao longo do tempo.
Os debatedores apresentarão iniciativas que exemplificam o diálogo intersetorial (cultura, educação, meio ambiente, turismo) e permitem a administração de bens intangíveis.

 

No dia 2/07, a mesa Ações Colaborativas: Redes e Coletivos buscará compreender o poder colaborativo das formas organizacionais horizontais.

Na pauta, iniciativas surgidas da criação coletiva, possibilitadas por fluxos e conexões descentralizadas.
A proposta desse segundo dia é pensar o papel destas redes e coletivos na expansão do espaço cultural e das trocas diversificadas.

 

Paralelamente, haverá uma mini-exposição do grupo Giramundo Teatro de Bonecos e a presença da livraria Usina das Letras com títulos específicos para o evento.

 

O SEMINÁRIO

 

O seminário “Gestão Criativa da Cultura: Transversalidade e Sustentabilidade” é uma realização do curso de pós-graduação em Gestão Cultural/Turma 2009 do Centro Universitário UNA, sob a coordenação da Profª. Maria Helena Cunha, e é viabilizado por meio de parcerias institucionais e permutas de produtos e serviços.

 

Seminário Gestão Criativa da Cultura: Transversalidade e Sustentabilidade


Auditório do Centro Universitário UNA

Rua Aimorés, 1451 – Lourdes – BH

Dias 1º e 2 e julho/2009

19h às 22h30

As inscrições são totalmente gratuitas e podem ser feitas pelo site

http://gestaocriativadacultura.wordpress.com

O evento também será transmitido ao vivo via Twitter: @seminariogcc

 

Programação
 
  
1º de julho: Sustentabilidade e Cultura
 
  

Ana Flávia Machado (CEDEPLAR / UFMG)

Leonardo Beltrão (Instituto Cultural Inhotim)

Ibrahima Gaye (Casa África)

José Aparecido Gonçalves (Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável – INSEA)

Alberto Guzik (Grupo Satyros / SP)

 

2 de julho: Ações colaborativas: redes e coletivos
 

 

Nísio Teixeira (Doutor em Ciência da Informação pela UFMG e jornalista)

Francislei Henrique (DJ Francis / Negros da Unidade Consciente – NUC)

Carlos Rocha (FIT-BH / Núcleo de Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil)

Marcela Bertelli (DUO Informação e Cultura)

Carlos Falci (Escola de Belas Artes/UFMG)


Shopping de BH promoverá casamento comunitário


Casais interessados em oficializar a cerimônia de casamento terão a oportunidade de participar de um casamento comunitário em Belo Horizonte, previsto para ocorrer no dia 17 de setembro.

Além das despesas de cartório, os casais contarão com uma cerimônia completa incluindo os trajes do casamento, convites, sessão de fotos e coquetel.

A iniciativa é promovida pelo ViaShopping Barreiro que começa a receber as inscrições dos casais interessados a partir do dia 2 de julho. Serão selecionados dez casais para participar do casamento comunitário.

Para se inscrever é necessário preencher um formulário e entregar uma cópia da carteira de identidade, CPF, comprovante de renda e residência em um quiosque que foi montado no shopping. Os interessados têm até o dia 20 de julho para registrar a inscrição. No dia 27 de julho será divulgada uma lista de 50 casais pré-selecionados.

Os critérios de seleção são o tempo de união estável do casal e a presença de filhos. A segunda fase de seleção contará com entrevista com os casais e visita às suas casas.

A lista dos dez casais selecionados será divulgada no dia no dia 10 de agosto. O evento será realizado no dia 17 e setembro, às 20 horas, dentro do shopping. Será montada uma estrutura com altar, espaço reservado para convidados, decoração e cerimonial.

Mais informações sobre o evento serão divulgadas no site do ViaShopping.


Governo anuncia pacote para estimular avanço econômico


O Governo anunciou ontem um pacote de R$ 45,342 bilhões para ampliar os estímulos à retomada do crescimento econômico no Brasil. A maior parte dos recursos está destinada à equalização de taxas de juros nos empréstimos do BNDES (R$ 42 bilhões). Serão atendidos segmentos que vão de compra de bens de capital ao exportador.

Também foi anunciada a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para mais de 70 produtos do setor de bens de capital e a prorrogação da isenção do imposto para veículos, caminhões, produtos da linha branca, construção civil , além da a manutenção das isenções de PIS e Cofins na produção de motos, farinha de trigo e pão.

As isenções representarão uma renúncia fiscal total de R$ 3,342 bilhões em 2009 e serão seguidas de um redução do custo de financiamentos tanto do Tesouro para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como para a indústria.

“A indústria vai passar do negativo para o positivo daqui para a frente”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante do anúncio das medidas.
Para ele, o Brasil estará em condições de se expandir 4,5% já em 2010, retomando um ritmo de crescimento pré-crise e avançando para mais de 5% em 2011.

Mantega disse que a queda nos preços dos eletrodomésticos foi de 5% a 10%, apesar de alguns produtos, como refrigeradores e máquinas de lavar, terem tido uma queda menor que esse patamar. “Existe espaço para uma redução maior desses preços”, afirmou o ministro.

Após o anúncio do pacote, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira que as medidas de incentivo à produção e ao investimento representam o caminho de saída da crise econômica. No final da solenidade, a ministra sinalizou que, se for necessário, o governo tomará novas providências para enfrentar a crise econômica.

“Eu acho que demos um passo muito grande, que é uma política de incentivo ao investimento, através da ampliação da produção de bens de capital e do incentivo a que os empresários entrem nessa nova perspectiva, que é o caminho de saída da crise”, disse a ministra.

Segundo ela, a meta é aumentar o nível de investimento. Com isso, disse, “estamos criando as condições para que o Brasil tenha maior produtividade, tenha indústrias mais bem preparadas, que apostem na inovação, na engenharia nacional”, comentou Roussef.

Ainda de acordo com a ministra, as medidas fazem parte de um conjunto de ações que o Governo vem adotando para garantir crédito e ampliar investimentos.

Antes do evento, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que o pacote de isenções anunciado ontem é o penúltimo do ano. Segundo ele, Mantega já revelou que pretende colocar em prática, até dezembro, a desoneração da folha de pagamentos.


Operação BH Limpa prende integrantes de gangue de pichadores


Policiais do Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família, em parceria com o Ministério Público, representado pela Promotoria dos Crimes Cibernéticos, realizaram, na manhã desta terça-feira (30), a operação “BH Limpa”. A missão consistiu no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, em residências de integrantes de uma gangue de pichadores.

Quarenta e cinco policiais civis participaram do trabalho. Durante as investigações, que duraram um mês, os locais preferenciais dos pichadores, como as praças Sete e da Bandeira, bem com prédios públicos do Centro de Belo Horizonte, foram monitorados.

Oito rapazes e um adolescente foram conduzidos à Delegacia de Orientação e Proteção à Família, onde prestaram depoimentos e foram autuados em flagrante.

Os policiais apreenderam farto material utilizado nas pichações: garrafas de tinta, sprays, além de fotografias e computadores que registravam a ação dos suspeitos em crimes contra o patrimônio público.


Zezé Perrella pede segurança especial à governadora Yeda Crusius


A diretoria do Cruzeiro continua preocupada com as possíveis retaliações da torcida gremista, no jogo decisivo de quinta-feira, pela Taça Libertadores. Tudo por conta da confusão envolvendo os jogadores Máxi Lopes, do Grêmio, e Elicarlos, do Cruzeiro, na partida de ida, no Mineirão.

A preocupação é tão grande que o presidente Zezé Perrella conversou com a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, para falar sobre os problemas da partida. A governadora garantiu ao dirigente que o time do Cruzeiro e os torcedores terão toda a segurança necessária para o jogo.

Ingressos

Mesmo com o clima ruim e a promessa de muita rivalidade, os torcedores do Cruzeiro prometem comparecer em grande número no estádio Olímpico, em Porto Alegre. Desde a semana passada, os ingressos estão sendo vendidos no ginásio do Barro Preto e no Mineirão, em Belo Horizonte.

Até terça-feira, de 9h às 17h, a torcida celeste pode adquirir os bilhetes, ao preço de R$ 40. Até sexta-feira, já haviam sido comercializados 172 dos 2.300 ingressos disponíveis.

Kléber

Seguem as especulações sobre a possível saída de Kléber. O Napoli, da Itália, teria feito uma proposta de 12 milhões de euros pelo atacante. O Cruzeiro teria negado a oferta e pedido 15 milhões de euros.

A diretoria celeste nega que qualquer proposta real tenha sido feita. De qualquer forma, Kléber está garantido no Cruzeiro até o fim da Taça Libertadores.


Toquinho se apresenta no Music Hall


Antonio Pecci Filho, conhecido como Toquinho, (São Paulo, 6 de julho de 1946) é um cantor, compositor e violonista brasileiro. Ganhou o hipocorístico Toquinho da mãe e já aos quatorze anos começou a ter aulas de violão com Paulinho Nogueira.

Estudou harmonia com Edgar Janulo, violão clássico com Isaías Sávio e fez curso de orquestração com Léo Peracchi. Teve aulas e tornou-se amigo de Oscar Castro Neves.

Começou se apresentando em colégios e faculdades e profissionalizou-se nos anos sessenta, em shows promovidos pelo radialista Walter Silva no famoso teatro Paramount em São Paulo. Compôs com Chico Buarque sua primeira canção a ser gravada, Lua cheia.

Em 1969 acompanha Chico à Itália, pais onde até hoje se apresenta regularmente.
Em 1970, compõe, com Jorge Benjor, seu primeiro grande sucesso, Que Maravilha. Ainda nesse ano, Vinicius de Moraes, o mundialmente famoso compositor de Garota de Ipanema (com Tom Jobim), o convida para participar de uma série de espetáculos em Buenos Aires, formando uma sólida parceria que iria durar onze anos, 120 canções, 25 discos e mais de mil espetáculos.

Após a morte do poetinha, Toquinho segue em carreira solo, ou às vezes se apresentando com uma cantora convidada ou com outros compositores, como Paulinho da Viola, Danilo Caymmi, Paulinho Nogueira e MPB-4, em discos e apresentações por vários paises. Ele continua fazendo sucessos

Local: Music Hall
Data: 24/07/2009
Horário: 22h
Ingressos:
Pista – R$60,00(inteira) / R$30,00(meia)
Mesa – R$70,00
Censura: 18 anos
Venda de Ingressos:
Bilheterias do Music Hall, de segunda à sábado, das 12h às 20h. Quiosque Ponto Show no Shopping Cidade, Livraria Leitura BH Shopping e Loja 27C no Shopping 5a Avenida, pelo site www.ingressorapido.com.br, telefone 31 4003-1212


Festas juninas aquecem mentes e corações da terceira idade


O quentão e a canjica esquentam o peito. Os preparativos de figurino, comidas, bebidas, convites e coreografias, ocupam as mentes, colocam as mãos ativas.

A confraternização com os amigos e familiares, aquece a alma. Apesar de ter as temperaturas mais frias do ano, junho pode ser considerado por idosos – em especial os envolvidos com as festas juninas de seus grupos de convívio ou das famílias -, o mais caloroso dos meses.

Desde o dia 13, uma série de encontros típicos pipocam cidade afora, como o da turma da Faculdade da Terceira Idade da Fumec, no Bairro Cruzeiro, que aconteceu na semana passada. Amanhã é a vez da Festa Junina Integrada do Sesc/MG, que promete reunir na Serraria Souza Pinto mais de 2 mil idosos.

Os grupos participam, a partir das 14h30, de uma série de atividades, inclusive a dança de quadrilha. A concentração começa às 13h30, na Praça da Estação.
“Gosto de orientar, distribuir as tarefas. A festa junina é boa, pois todos ficam ocupados com uma coisa diferente”, conta Zuleide Lopes Barreiros, 82 anos, aluna da Faculdade da Terceira Idade da Fumec e tesoureira da festa.

Na tarde da última quarta-feira, vestida a caráter, tomava conta dos últimos detalhes e ajudava as companheiras a organizarem o arraial da turma, que atualmente conta com 25 alunos. Do lado de lá da barraquinha, estudantes dos diversos cursos regulares no turno da tarde preferiam ficar de fora das aulas, aproveitando a canjica, pipoca e maçã do amor, vendidas na barraquinha.

A Faculdade da Terceira Idade oferece um curso de extensão de oito meses, desde o início de 2007, com aulas das segundas às quintas-feiras, das 13 às 17 horas. O currículo conta com aulas de gestão financeira, administração doméstica, computação, português e artes.

E foi da professora de Educação Artística Eliane Mares a ideia da festa. “Todos participaram, cada um com o que podia. Fizemos poemas, as bandeirinhas, decoração. E agora, a melhor parte: comer canjica, pipoca e pescar brindes”, comemora.

Este é o clima que os organizadores do Nosso Forró, uma das mais tradicionais festas juninas para idosos realizada em BH, querem dar à festa. Neste ano, o evento irá contar com a participação de aproximadamente 2 mil idosos de sete grupos da terceira idade, dos quais seis frequentam as unidades do Sesc Minas Gerais.

As associações selecionadas serão responsáveis pela decoração das barracas e vendas de produtos típicos. No cardápio, feijão tropeiro, caldos, sanduíches, doces, cachorro-quente, quentão, canjicas, dispostos em barracas dentro da Serraria Souza Pinto.

As três barracas mais bonitas, escolhidas por um júri técnico, receberam prêmios em produtos, escolhidos pelas organizações vencedoras. Além disso, todo o valor arrecadado com a venda dos produtos será destinado às entidades participantes.

Estarão presentes a Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais (Apape), Ação Social Nossa Senhora Auxiliadora, Asilo Antônio Pereira Gonçalves, Abrigo Frei Otto, Creche Benedita Hilídia e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Outra atração do evento é o concurso do rei e a rainha do forró da terceira idade. Cada entidade participante escolheu um casal representante. A dupla mais bem caracterizada e que melhor dançar o forró receberá faixas de rei e rainha, além de cestas com produtos juninos.

A festa está programada para começar às 14h30. Antes, na Praça da Estação, será realizado um casamento da roça. Da praça, os participantes seguem em cortejo de carroça para a Serraria Souza Pinto, onde a festa acontece até as 20horas.

As unidades do Sesc Tupinambás, Venda Nova e um grupo formado por integrantes de todas as unidades participantes irão animar as três quadrilhas, com cara de uma grande festa. Depois, a agitação ficará por conta do show da banda de forró Chama Chuva, especializada no xote e no forró pé-de-serra, que toca de Dominguinhos a Falamansa.

A entrada para o “Nosso Forró” é gratuita. Os interessados podem retirar os convites na bilheteria da Serraria Souza Pinto, amanhã, a partir das 14 horas, e nas Unidades do Sesc Minas Gerais. Mais informações, pelo telefone ( 31) 3279-1424.


Em dez anos, Brasil não mudou nada no combate à corrupção


Embora tenha havido uma leve melhora nas estatísticas entre 2007 e 2008, a pequena variação dentro da margem de erro significou que este avanço foi “estatisticamente insignificante”, de acordo com o critério do banco.

Do ano retrasado para o passado, em uma pontuação que varia de -2,5 a +2,5 – na qual os números positivos indicam os melhores resultados -, o Brasil passou de -0,21 para -0,03. A margem de erro foi de 0,14 ponto. Dez anos atrás a pontuação do Brasil era +0,10 com uma margem de erro de 0,18 ponto.

Em um outro critério de medição, os autores do estudo afirmaram que 58% dos países do mundo estão piores do que o Brasil na questão de controle à corrupção, e no ano passado, o país estava melhor do que 52% deles. Mas, novamente, a margem de erro, que vai de 50% a 63%, indica uma variação pouco significativa.

Apesar da estagnação nos indicadores, o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop, disse que, na prática, existe uma “impressão generalizada” de que o país vive um “ambiente favorável” para o combate à corrupção.

“A impressão geral é de que o país tem feito avanços na última década, especialmente ao implementar instrumentos de controle e criando um ambiente favorável para ações de combate à corrupção”, afirmou Diop.

“Existe um saudável reconhecimento de que não há soluções rápidas e simples, mas também existe a compreensão de que esta é uma questão fundamental para a sociedade brasileira e que progressos estão sendo feitos.”

Boa governança

O relatório, o oitavo da série, mede da governança de 212 países levando em consideração estatísticas de 35 fontes de dados, entre organizações, governo e institutos de pesquisa, entre outros.

O Banco Mundial define governança como “as tradições e instituições pelas quais se exerce a autoridade em um país” â?” o que inclui a forma como governos são eleitos, fiscalizados e substituídos, e a sua capacidade de formular e implementar políticas econômicas e sociais.

O Brasil melhorou nos seis critérios levados em conta, mas ainda permanece atrás em termos de Estado de direito/domínio da lei (-0,30 ou melhor que 46% dos países pesquisados) e estabilidade política (-0,12 ou melhor que 38% dos países).

Em termos de eficiência do governo, o país pontuou -0,01 e ficou em melhor situação que 55% dos países do globo; já a nota para qualidade regulatória foi +0,19, melhor que a de 58% dos países.

O desempenho brasileiro mais satisfatório foi na questão da participação cidadã e transparência do governo: pontuação de 0,51 ou melhor que a de 61% dos países.

A instituição ressalvou, porém, que nunca fez um estudo específico aprofundado sobre questões de governança no Brasil, e que a atual pesquisa “não mede ações governamentais diretamente, mas se baseia em pesquisas de percepção”.

Governança e desenvolvimento

A análise dos dados brasileiros mostra as idas e vindas dos indicadores do país na última década. Quando a melhora é constante, no entanto, sublinha o relatório, é possível perceber uma relação entre boa governança e desenvolvimento.

“Quando a governança melhora o equivalente a um desvio-padrão, a mortalidade infantil é reduzida em dois terços e a renda aumenta em cerca de três vezes no longo prazo”, disse o relatório.

Por outro lado, a riqueza de um país não implica necessariamente boa governança, diz o relatório, citando como exemplo a crise que erodiu a confiança em instituições nos países ricos. “Uma melhor governança fortalece o desenvolvimento e não o contrário”, afirma o estudo.

O Banco Mundial afirmou que diversos países emergentes apresentam indicadores de governança melhores que a Itália, por exemplo, que está entre o grupo dos sete países mais industrializados do mundo. Neste caso estão o Chile, o Uruguai e a Costa Rica na América Latina; Eslovênia, Hungria e República Checa no Leste Europeu; Estônia, Letônia e Lituânia nos Bálticos; Botsuana e Ilhas Maurício na África.

Como em anos anteriores, o relatório procurou afastar o que chamou de “noções de afropessimismo”, indicando que em termos de governança houve notável avanço em Gana, Angola, Libéria, Ruanda, Etiópia e República Democrática do Congo.

Por outro lado, houve piora nos indicadores de governança de diversos outros países, incluindo a Venezuela, Zimbábue, Costa do Marfim, Belarus e Eritrea.


Sem-teto ocupam ruas e os abrigos ficam vazios


Cleusa Maria de Medeiros, 52 anos, é moradora de rua. Saiu de casa, com os filhos ainda crianças, após sofrer com as agressões do marido. “Fiquei com os meninos no chão mesmo”, lembra.

Quando percebeu que a vida seria muito difícil, mudou-se para casa dos pais, mas não conseguiu se adaptar e voltou para as ruas. Dessa vez, sozinha.

Como Dona Cleusa, muitos moradores de rua preferem passar a noite ao léu a buscar abrigos oferecidos pelo Governo ou instituições de caridade.

A Prefeitura de Belo Horizonte, sob coordenação da Secretaria Municipal-Adjunta de Assistência Social, e algumas organizações não governamentais (ONGs) oferecem abrigos e albergues para auxílio aos moradores de rua da capital. Nestas instituições, as pessoas podem fazer higienização pessoal, se alimentar e passar a noite.

Na manhã seguinte, tomam café e voltam para as ruas, onde passam o dia.

A rotina do Abrigo São Paulo segue essa regra. Das 180 vagas oferecidas pela instituição, 120 são para o público masculino e o restante para as mulheres.

Os frequentadores chegam às 17 horas, guardam seus pertences, se banham, jantam e vão dormir. Pela manhã, tomam café e vão embora.

Somente aqueles com problemas clínicos permanecem no local. É o que faz com que seja considerada uma casa de passagem.

A socióloga Maria Christina da Nóbrega acredita que quanto mais tempo a pessoa está na rua, mais difícil de se adaptar às regras das instituições.

Nas vias urbanas, estão acostumados com bebidas alcoólicas, drogas e um mundo que não é permitido dentro das associações.

O mais recente censo dos moradores de rua aponta que aproximadamente 9% dessa população nunca passou a noite em um abrigo.

O restante procura as casas de passagem, mas não volta em outras noites. Segundo a diretora do Abrigo São Paulo, Ana Rodrigues de Jesus, a rotatividade de pessoas é muito grande, e aquele que quer seguir as regras da instituição sempre será bem-vindo novamente.

“Ajudo na Fundação São Vicente de Paulo há 50 anos. Conheço quase todos os desabrigados de Belo Horizonte e, por isso, posso falar que muitos deles já têm incorporada uma cultura de rua, preferem não seguir regras.

Aceitam doações de cobertores, roupas e comidas, mas preferem se virar sozinhos nas avenidas da cidade”, afirma Ana.

Dona Cleusa já procurou abrigos, mas também não se acostumou. Ela afirma que gosta mesmo é de morar sozinha. Aceita ajuda de moradores do bairro onde vive, Sagrada Família, e diz que, gosta de morar na região. “Eu não estou na rua, estou em casa. Porque a rua é minha casa”, diz.

Para Maria Christina, uma das hipóteses para que muitos prefiram continuar nas ruas a procurar uma casa de passagem, é porque a maioria dos trabalhos e bicos está na região central da capital.

Assim, torna-se mais vantajoso permanecer próximo ao local do que deslocar para abrigos e repúblicas que, na maioria, estão descentralizados, fazendo-os gastar com transportes.

Lazer e oficinas ocupam o dia

Um dos projetos mantidos pela prefeitura é o Centro de Referência, situado na região central. É um espaço direcionado para a população de rua, com área de lazer, descanso, cultura e necessidades básicas.

No local, eles podem lavar as roupas, tomar banho, utilizar armários para seus pertences ou apenas permanecer no local, como um centro de convivência.

Além disso, são oferecidas oficinas de mosaico, informática, artes plásticas, cinema, cultura brasileira e confecção de cenários e figurinos para peças de teatro.

Segundo o coordenador do Centro, Jadir de Assis, o espaço tem como proposta convidar os moradores de rua a pensarem em normas de convívio e ajudarem na manutenção do local.

Uma equipe de educadores e oficineiros é responsável por socializar o que é aprendido na instituição e conscientizar as pessoas a procurarem albergues ou repúblicas, mostrando que é mais seguro do que dormir nas ruas.

O acompanhamento é feito respeitando os desejos pessoais de cada indivíduo, sem imposições.
O Censo confirma que os grupos que estão nas ruas há mais tempo encontram maiores dificuldades de voltar à vida social do que aqueles que permaneceram até um ano.

Por isso, é importante que os moradores de rua busquem albergues, repúblicas e órgãos que dão apoio, para que possam sair das ruas.

Jadir de Assis relata que muitos do que frequentam o Centro de Referência são encaminhados a programas que possibilitam ao desabrigado adquirir uma residência.

Amor surge e prospera nas ruas de BH

Robilson Pereira de Almeida, 41 anos, há quatro nas ruas, conheceu Rosinha, 40, faz um ano, tempo em que namoram.

Ele saiu de Ipatinga, no Vale do Aço, para tentar emprego, depois de se separar da mulher. Rosinha resolveu sair da casa da mãe por desentendimentos, depois que ficou viúva.

Durante o dia, cada um tenta conseguir dinheiro. Às vezes, Robson, como é chamado, ganha alguns trocados ajudando a descarregar material de construção.

Costumam almoçar no Restaurante Popular, onde, de acordo com eles, a comida é boa e barata. Geralmente, passam a tarde no Centro de Referência, onde tomam banho e podem conversar com outras pessoas.

Depois, esperam a noite chegar na Praça da Estação, de onde procuram um lugar para dormir. As relações sexuais acontecem na rua mesmo, no local escolhido para deitarem, sem nenhuma proteção contra doenças ou gravidez.

De acordo com Rosinha, eles não se preocupam com isso. “Até o último mês, estava tudo bem, fiquei menstruada, o que significa que não vai vir neném”, diz ela.

Mesmo com as dificuldades, Rosinha encontra esperanças para sonhar. Ela relata que o melhor de não estar sozinha nas ruas é que um protege o outro, ter alguém em quem confiar e compartilhar sua vida.

“Eu espero um dia conseguir minha casa, poder viver debaixo de um teto com o Robson, com as nossas coisas, mas eu sei que para ter tudo isso, antes eu preciso conseguir um emprego,” acrescenta Rosinha.i

Esta reportagem foi produzida e editada pelos alunos do 5º período do curso de Jornalismo do UNI-BH: Anne Morais, Fernanda Toussaint, Fred La Rocca e Ursula Nogueira. Edição final: Daiara Baldoni (7º período).
Supervisão: Professor Fabrício Marques (MG 04663 JP).


Ney Matogrosso em Belo Horizonte


O show Inclassificáveis, do cantor Ney Matogrosso, volta a Belo Horizonte.
Quem quiser garantir um lugar no show deve se apressar e procurar a bilheteria do Palácio das Artes, pois as apresentações deste ano prometem repetir o sucesso das de 2008, que tiveram seus ingressos esgotados com vários dias de antecedência.
A produção local do evento é da Artbhz Produtora de Espetáculos.

 

Inclassificáveis, que dá nome ao novo CD e DVD de Ney, também é título de uma canção de Arnaldo Antunes que está presente no novo trabalho.
Aclamado pela crítica, o álbum ainda traz outras interpretações do cantor para músicas de Cazuza, Frejat, Caetano Veloso e Dan Nakanawa.,
Apenas em 2009, a nova turnê passou com grande sucesso por cidades como Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e Belém.

 

Inclassificáveis é um espetáculo de música popular brasileira com uma roupagem pop que tem direção musical de Emílio Carrera, ex-integrante do grupo Secos e Molhados.
O cantor mescla composições novas com clássicos da MPB.

O Tempo Não Pára (Cazuza), Divino e Maravilhoso (Caetano Veloso), Um Pouco de Calor (Dan Nakanawa), Ouça-me (Itamar Assunção) e Inclassificáveis (Arnaldo Antunes) estão entre as músicas do repertório.
O figurino exótico de Ney é assinado pelo estilista Ocimar Versolato e os cenários ficaram a cargo de Milton Cunha.

 

Ingressos

 

Platéias I e II – R$150,00 (inteira) e R$75,00 (meia-entrada)
Platéia Superior – R$120,00 (inteira) e R$60,00 (meia-entrada)

Meia-entrada para estudantes e maiores de 60 anos, conforme a lei.
Data:  24/07/2009 à 26/07/2009
Horário:  Sexta e sábado às 21h e domingo às 19h
Local:  Grande Teatro do Palácio das Artes
Info venda:  (31) 3236-7400

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