Galo vence Uberlândia e pode terminar a rodada em 2º
Márcio Araújo faz o primeiro e abre a goleada. Éder Luis faz dois no segundo tempo
Atlético e Uberlândia se enfrentaram na tarde deste sábado. O Galo atropelou o time do Triângulo, venceu por 4 a 0. O jogo foi válido pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro. Com a vitória, o Galo chega aos 14 pontos e pode terminar a rodada em 2º lugar, dependendo dos outros resultados.
O Galo jogou bonito durante os 90 minutos de jogo. Lançamentos longos, tabelas, velocidade, toque de bola refinado e muitos desarmes marcaram a apresentação da equipe. O time vai se ajustando sob o comando do técnico Leão.
Logo quando começou o jogo, o Galo partiu para o ataque e mostrou porque tem que ser respeitado quando joga no Mineirão. Aos dois minutos, Márcio Araújo faz jogada pela esquerda, sem tomar conhecimento entra na área, bate de cobertura, a bola resvala na trave e entra.
Domínio absoluto e pressão alvinegra, o Uberlândia se assusta e aos 9 minutos, Júnior lança Éder Luis, ele ajeita para Tardelli que manda uma bomba de fora da área, a bola só para na rede, gol do Galo, 2 a 0.
Assustado com o resultado do jogo, o técnico do Uberlândia faz duas alterações ainda no primeiro tempo. Nos 45 minutos iniciais, o time do Triângulo não apresentou perigo para o goleiro Juninho, apesar de ter conseguido vários escanteios.
Segundo Tempo
Logo aos três minutos sai o terceiro do Galo. Marcos Rocha rouba uma bola na defesa, parte com ela dominada e toca para Tardelli, que devolve para o lateral. Ele lança, por cobertura, Éder Luis, que entra na área e chuta.
O jogo continuou com o Galo dominando totalmente. Sob a regência do mestre Emerson Leão, o time vem se apresentando melhor a cada partida. Para sentenciar a goleada alvinegra faltava mais um.
Aos 39 minutos, o lateral esquerdo Júnior faz linda jogada dentro da área e coloca a bola na cabeça de Éder Luis. O goleiro do Uberlândia se atrapalha, tenta tirar a bola, mas não consegue. O jogo termina. O resultado final é: Atlético 4 x 0 Uberlândia
ATLÉTICO 4 X 0 UBERLÂNDIA
Atlético
Juninho; Marcos Rocha, Leandro Almeida, Welton Felipe (Wérley) e Júnior; Renan, Márcio Araújo (Yuri) e Carlos Alberto; Diego Tardelli, Kleber (Chiquinho) e Éder Luís. Técnico: Emerson Leão.
Uberlândia
Paulo César; Ley, Derlan, Rancharia e Marinho; Vertinho, Indinho, Pepo (Caio) e Wanderson (Mateus); Renna e André Nascimento (Berg). Técnico: Wellington Fajardo.
Data: 28/02/2009
Horário: 16h
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Motivo: sétima rodada do Campeonato Mineiro
Árbitro: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa/MG)
Auxiliares: Ângela Paula Cruz Régis Ribeiro (MG) e Marcus Vinícius Sá dos Santos (MG)
Público: 24.198
Renda: 225.440
Cartões amarelos: Atlético (Marcos Rocha e Carlos Alberto); Uberlândia (Derlan, Rancharia, Marinho e Indinho)
Gols: Márcio Araújo aos 2 minutos, Diego Tardelli aos 9 minutos e Éder Luis(2) um aos 3 minutos do 2º tempo e um aos 39 do 2º tempo
Simple Plan faz show em Belo Horizonte
O Simple Plan faz show no dia 26 com repertório do novo disco, que leva o mesmo nome da banda e hits de sua carreira.
O CD homônimo conta com a colaboração de Nate Danjahandz e do Dj Lethal.
De acordo com os integrantes da banda, o trabalho demonstra a sua afirmação musical.
Preço:
Pista/Arquibancada:
- 1º lote: R$180,00 – inteira / R$90,00 – meia
- 2º lote: R$200,00 – inteira / R$100,00 – meia
- 3º lote: a definir
* Atenção, haverá pré-venda de ingressos para fãs pela internet até o dia 22 de janeiro.
Para adquirir, é preciso entrar no site oficial da banda(www.simpleplan.com) e clicar no link disponibilizado na agenda da turnê.
A partir do dia 23/01 os ingressos poderão ser adquiridos diretamente em nossas bilheterias e pontos de venda da Ticketmaster.
- Classificação: 16 anos – haverá venda de bebidas alcoólicas
- Informações: (31) 3209-8989
Iron Maiden se apresenta em Belo Horizonte pela primeira vez
Em 2008, na sua última passagem pelo Brasil, Bruce Dickinson e sua trupe prometeram retornar ao País em um ano, com show especial em lugares nunca antes visitados.
Dito e feito! A banda está de volta com a turnê Somewhere Back In Time e toda a produção das apresentações internacionais. Dessa vez, os fãs mineiros não precisarão viajar para conferir o espetáculo, pois Belo Horizonte receberá o maior grupo de heavy metal do mundo, 18 de março, no Mineirinho, às 21h.
“Daremos tudo de nós para que os encontros com nossos fãs sejam inesquecíveis!” É com essa frase que o baixista e fundador da banda, Steve Harris, descreve a volta do Iron ao Brasil.
Os belo-horizontinos assistirão a um show completo com direito ao mascote Eddie (zumbi maligno, símbolo do grupo em todos os discos), hienas, gatos, numerosos panos de fundo, demônios e toneladas de pirotecnias.
O set list da turnê foi alterado para que o público tenha surpresas.
“Como não estivemos no Brasil no início de nossa carreira, acho que os fãs gostarão de ouvir ao vivo músicas dos nossos primeiros álbuns”, comenta o baixista.
O Iron Maiden chega para fazer história em terras brasileiras. É a primeira vez que a banda realiza seis apresentações no País.
Eles retornam a São Paulo pelo segundo ano consecutivo, voltam ao Rio de Janeiro depois do seu último show em 2004 e tocam pela primeira vez em Belo Horizonte, Manaus, Recife e Brasília.
“É uma honra voltarmos a tocar no Brasil tão rapidamente.
Tudo isso será uma maneira fantástica de complementar o incrível ano de 2008, antes que possamos parar um pouco para gravar novo álbum de estúdio”, comemora Bruce Dickinson.
A capital mineira também irá receber o famoso avião do grupo, batizado por um fã como Ed Force One.
O boeing 757, customizado especialmente para o Iron Maiden, é pilotado pelo vocalista, que também é capitão da Astraeus Airlines.
“Dirigir o Ed Force One por todo o planeta e tocar para nossos fãs em tantos países diferentes é uma experiência incrível.
Pilotar e me apresentar no palco são as coisas mais desafiadoras e gratificantes que já fiz”, conta Bruce.
Nos intervalos entre as turnês, o Ed Force One foi cedido para levar para casa tropas que estavam em serviço no Afeganistão e turistas ingleses que ficaram sem voos na Espanha, Egito, Grécia e Caribe, após a falência da companhia aérea XL – uma das maiores da Grã-Bretanha. Em todos esses momentos, o frontman comandou as operações aéreas.
Nesta quarta etapa da turnê, o grupo passará por 13 países e 21 cidades.
No total, o Ed Force One irá percorrer 80 mil quilômetros ao redor do planeta, o que equivale a cerca de duas voltas na Terra. Na lista, países como Emirados Árabes, Sérvia, Costa Rica e México.
Somewhere Back in Time Tour
A Somewhere Back in Time Tour teve início em 2008 quando os integrantes do Iron Maiden decidiram dar um presente especial a seus fãs: montar um set list com clássicos do primeiro álbum, que leva o nome da banda, até o sexto disco, Somewhere In Time.
O show é uma viagem musical de 1980 até 1986, considerada a época de ouro do grupo.
As únicas exceções são canções de Seventh Son of a Seventh Son (1988) e de Fear of The Dark (1992). Os fãs da nova geração poderão conferir espetáculo inédito e os chamados old school relembrarão os velhos tempos.
Mais novidades: em abril, será lançado o documentário Flight 666, que acompanha a passagem do grupo por diversos países na primeira fase desta turnê. Steve Harris, Bruce Dickinson, Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers, Nicko McBrain e equipe registraram shows por todo o mundo.
Iron Maiden: biografia
Na década de 1970, o baixista Steve Harris decidiu compor suas primeiras músicas e montar a própria banda.
Começa a história do Iron Maiden. O nome do grupo, cuja tradução é Donzela de Ferro, foi inspirado em um instrumento de tortura usado na época medieval.
A formação composta por Steve, Dave Murray, Paul Di’Anno e Doug Sampson gravou em 1979 a primeira demo intitulada The Sound-houses, com quatro músicas. No mesmo ano, eles assinam contrato com a gravadora EMI.
Em dezembro de 1979, o baterista Clive Burr entra no lugar de Doug Sampson e Dennis Stratton acrescenta uma guitarra à banda.
No ano seguinte é lançado o primeiro álbum, Iron Maiden, que chega ao quarto lugar nas paradas da Europa. A primeira grande turnê de lançamento veio com o segundo trabalho, Killers, e 113 shows internacionais.
O ano de 1982 é marcante na história da banda: o vocalista Paul Di’Anno deixa o Iron e Bruce Dickinson assume seu posto no disco The Number of The Beast, primeiro lugar nas paradas de heavy metal.
O álbum é considerado pela crítica como o melhor do Maiden, com clássicos do rock como “The Number Of The Beast”, “Run To The Hills” e “Hallowed Be Thy Name”.
No ano seguinte, Clive Burr decide deixar a banda e se dedicar à família. Nicko McBrian assume as baquetas para o lançamento do quarto disco, Piece of Mind. A turnê, com 140 shows, lotou pela primeira vez o ginásio Madson Square Garden, em New York, com 18 mil pessoas.
O álbum seguinte, Powerslave, rendeu uma das maiores turnês. Nessa época, o Maiden tocou pela primeira vez no Brasil, no Rock in Rio de 1985, registrando seu maior público: 300 mil pessoas.
Em 1988, o guitarrista Adrian Smith deixa a banda e Janick Gers entra em seu lugar para gravar o CD No Prayer for The Dying, que não faz muito sucesso entre fãs e críticos.
A trajetória do Maiden, porém, não é afetada. Em 1992 voltam às paradas com o álbum Fear Of The Dark, um dos mais bem-sucedidos em termos de vendagem. Com essa turnê, o grupo fez sua segunda passagem pelo Brasil.
O 10° e o 11º disco, The X Factor (1995) e Virtual XI (1998), foram lançados com o vocalista Blaze Bayley, enquanto Dickinson se dedicava à carreira solo. Em 1996, a banda retornou ao Brasil no festival Monsters of Rock.
Em 1999, o Iron inova. Adrian Smith retorna e o grupo passa a ter 3 guitarristas. Bruce Dickinson retoma o posto de frontman. Em 2000, o disco Brave New World é lançado e pela primeira vez o Iron Maiden tem 6 músicos. Um ano depois eles retornam ao Brasil como a atração principal do Rock in Rio. O show da Donzela de Ferro foi assistido por 250 mil pessoas e lançado em DVD.
Em 2003 a banda lança o trabalho Dance of Death e sai em turnê. Um ano depois, o Brasil recebe os ingleses pela quinta vez. O último CD é de 2006, A Matter of Life and Death. O próximo, segundo o Iron, sai no final deste ano.
Serviço:
- Show do Iron Maiden, turnê Somewhere Back in Time
- Data: 18 de março, quarta-feira, às 21h
- Local: Mineirinho – avenida Abraão Caram, 1000, Pampulha
- Censura: 16 anos
- Valor dos ingressos:
- Arquibancada: R$ 200,00 (inteira) / R$ 100,00 (meia-entrada conforme a lei)
- Pista: R$ 300,00 (inteira) / R$ 150,00 (meia-entrada conforme a lei)
- Pista Premium: R$ 500,00 (inteira) / R$ 250,00 (meia-entrada conforme a
lei)
Venda dos ingressos:
- Bilheteria do Mineirinho (avenida Antônio Abrahão Caram,1000, Pampulha) Segunda a sexta, das 13h às 19h; e sábado, das 9h às 13h.
- Cogumelo Records (avenida Augusto de Lima, 555, loja 32 – Centro).
Segunda a sexta, das 9h às 19h; e sábado, das 9h às 14h.
Patti Songs (Galeria do Rock – 3º andar da Galeria Praça Sete)
Site: http://www.livepass.com.br
Super Mercados de BH terão mudanças
Entra em vigor a lei que obriga os comerciantes a usar sacolas biodegradáveis ou de material reciclado
A partir deste sábado, as sacolinhas de plástico, muito utilizadas pelo comércio, vão ter que ser substituídas em Belo Horizonte. Uma lei municipal determina que os estabelecimentos só ofereçam embalagens feitas com material biodegradável ou reciclado.
BH é a primeira do país a obrigar os estabelecimentos comerciais a trocar as sacolas plásticas. Farmácias, supermercados, açougues, lojas de roupas e outros centros de venda terão um prazo de três anos para fazer a substituição.
Os materiais estabelecidos pela nova lei levam menos tempo para se decompor. De acordo com o ambientalista Otávio Freitas, a sacola de plástico leva em torno de 400 anos para se decompor. “Essa nova sacola biodegradável vai demandar um tempo de um ano a um ano e meio, então isso realmente é expressivo do ponto de vista da diminuição da quantidade e do impacto visual”, disse.
Reciclagem
A prefeitura da capital mineira informou que faz coleta seletiva em domicílio em 30 bairros e pretende ampliar o serviço. Ainda segundo a prefeitura, quem quiser pedir a instalação de containers para o recolhimento de materiais recicláveis pode ligar para o número 156. As solicitações são avaliadas pelos técnicos da Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
Transporte rápido na Antonio Carlos e Pedro I
Mais uma tentativa para desafogar parte do caótico trânsito de Belo Horizonte começou a ganhar força ontem, com a abertura de licitação para a elaboração de estudos técnicos e projetos executivos de um novo sistema de transporte rápido por ônibus nas avenidas Antônio Carlos e Pedro I. A medida prevê um sistema que diminua o tempo de viagem, numa pista exclusiva. O passageiro pagaria a passagem antes de embarcar, em plataformas que serão construídas. As propostas serão entregues no dia 1° de abril e o prazo para a elaboração do projeto vencedor será de nove meses. A expectativa da BHTrans é que as intervenções sejam iniciadas em fevereiro de 2010. Especialistas elogiam a iniciativa, mas fazem ressalvas em alguns pontos.
Diariamente, cerca de 70 mil veículos circulam pela Avenida Antônio Carlos e outros 60 mil pela Pedro I. De acordo com o gerente de Coordenação de Mobilidade Urbana da BHTrans, Rogério Carvalho, será necessário adaptar a pista central, dedicada aos ônibus, que terão uma velocidade muito próxima da praticada no metrô. “Com os novos pontos de parada e as estações, vamos permitir que as pessoas gastem menos tempo no transporte”. Segundo ele, o pagamento seria feito como no metrô, com o usuário pagando antes de entrar no veículo. O embarque seria feito em nível e, para isso, seria preciso construir plataformas em que as pessoas entram no ônibus sem precisar subir ou de descer.
Ainda de acordo com Carvalho, o sistema já funciona em Curitiba e em vários países do mundo. “O modelo de BH se assemelharia ao que é praticado em Bogotá, na Colômbia, onde ele é chamado de Milenium”. O tipo de veículo, a forma das estações de embarque e outros detalhes do projeto não foram apresentados pela BHTrans. “Tudo vai depender do projeto que será elaborado. Temos que pensar nas condições de tráfego, na demanda, enfim, somente com o projeto final em mãos, poderemos ter as respostas para as questões levantadas”.
Para o doutor em Planejamento de Transportes e Logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Tarso Resende, esse é o primeiro projeto de ônibus em Belo Horizonte que realmente irá contribuir para a melhoria da mobilidade urbana. “Os pontos positivos são o aumento da mobilidade, maior controle de tráfego e mais espaço para os veículos privados. Porém, vejo de forma negativa a burocracia, que pode emperrar a escolha de empresas que realmente façam um trabalho realista, e não megalomaníaco”.
O engenheiro Osias Baptista, consultor em Transporte e Trânsito, também elogia o projeto, mas alerta que não se pode ignorar o que será feito quando os ônibus saírem dos corredores e entrarem nos bairros e no Centro de BH. “O veículo a ser utilizado tem que poder operar tanto para o transporte rápido como para o tradicional.”
Postos de saúde abrem novos leitos para vítimas da dengue
Oitenta leitos exclusivos para o atendimento de pacientes que contraírem dengue serão abertos a partir da próxima terça-feira em Belo Horizonte. Serão 40 na antiga Upa de Venda Nova (na Avenida Padre Pedro Pinto) e 40 na Santa Casa, unidades que atenderão casos mais graves da doença. Além disso, dois postos de saúde da capital – nos bairros Aarão Reis, Região Norte, e Pompéia, Região Leste – passarão a funcionar aos sábados e domingos, até as 17 horas, e durante a semana até as 19 horas para atenderem à demanda de pessoas com suspeita de dengue.
A ação faz parte do Plano de Contingência Assistencial para a Dengue divulgado ontem pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). As ações têm como objetivo atender até 25 mil casos que poderão ser notificados nos próximos dois meses, período considerado mais crítico pelas autoridades no aumento do número de infectados.
A ameaça de epidemia na capital fez da cidade um verdadeiro campo de batalha contra o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. De acordo com o último balanço da SMSA, de janeiro até a última quinta-feira já foram notificados 2.653 casos.
Os registros apontam ainda 1.205 resultados pendentes. São 324 casos de dengue clássica, oito com complicações e um de febre hemorrágica.
Dentro da fase I do plano já foram contratados dois médicos para integrarem a equipe do Centro de Saúde Guarani e da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), localizados na região de maior incidência da doença: a Norte. Nessa área já foram registrados 201 casos de dengue clássica e seis com complicações. Na UPA Norte, o atendimento ainda foi incrementado com mais seis auxiliares de enfermagem, três técnicos laboratoriais e um auxiliar de laboratório.
Nestas primeiras ações foram feitos investimentos da ordem de R$ 175.200. “ Um reforço laboratorial para um aumento de até 50% da média diária também foi feito. As medidas de aumento de pessoal, insumos e equipamentos estão sendo implementadas de acordo com as necessidades locais”, afirma o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Teixeira.
Segundo ele, em Venda Nova funcionará leitos de reposição volêmica, para hidratação dos pacientes com dengue. Já na Santa Casa serão encaminhados os casos com complicações da doença. “É preciso enfatizar que tanto na antiga Upa de Venda Nova como na Santa Casa o atendimento será feito somente aos usuários encaminhados pelos centros de saúde após avaliação clínica”, ressalta o secretário.
Para a segunda fase do plano, o Governo municipal investirá cerca de R$ 1 milhão, sendo R$ 201 mil na compra de equipamentos e aproximadamente R$ 898 mil para custeios de ações.
Estratégias para 50 mil notificações
O Plano de Contingência prevê ainda uma Fase III, caso chegue a ter 50 mil notificações de dengue na cidade. Se a doença chegar a este patamar, todas as UPAs terão reforço com até 40 plantões médicos, 30 enfermeiros, 60 auxiliares de enfermagem, dez porteiros e dez auxiliares de limpeza. “Neste caso, seria necessário mais dez leitos para hidratação, mais 40 leitos na Santa Casa e outros 23 no Hospital Risoleta Neves, além da abertura de mais dez leitos de CTI”, prevê Teixeira.
Em uma situação ainda mais grave, em que o quadro atinja 98 mil notificações, o planejamento conta com uma quarta fase, que seria a criação de dez leitos de Terapia Intensiva no Hospital das Clínicas, além de leitos nos hospitais da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), ampliação das equipes em todas as Upas e mais reforços no atendimento nos centros de saúde da capital.
Mas o reforço parece ter demorado demais, pelo menos para os moradores dos bairros Aarão Reis e Guarani, na Região Norte de Belo Horizonte. Em uma volta pela região, na tarde de ontem, a informação dos moradores era de que em grande parte das ruas dos bairros praticamente todas as casas tinham pelo menos uma pessoa infectada pela doença.
Em algumas do Aarão Reis, como na casa de Luiz Gonzaga Faria, 70 anos, eram três. “Moro aqui há 40 anos e, até o ano passado, dengue aqui era um caso raro. Não sei se tem a ver, mas depois da abertura do Parque Nossa Senhora da Piedade, aqui perto, o número aumentou demais”, avalia. O parque foi inaugurado no dia 24 de junho do ano passado. Curiosamente, as ruas com o maior número de ocorrências no bairro, de acordo com informações da PBH, ficam no entorno do espaço.
Na manhã de ontem, o neto de Luiz Gonzaga, Luiz Henrique Faria, 13 anos, teve o diagnóstico confirmado. Por volta das 15h30, estava deitado no sofá, assistindo televisão, sem conseguir falar ou se mexer. “Dói tudo”, diz, baixinho. No quarto ao lado, a avó do garoto, Tânia Marly Gonzaga Faria, 57 anos, se recuperava da fase mais aguda da doença, que a atingiu na última terça. “É horrível. Minha temperatura chegou a 39 graus, tive delírios e dores muito fortes nas pernas e atrás dos olhos. Quando meus familiares resolveram de levar ao posto de saúde, só me debatia”, lembra. A casa da família fica na Rua Pastor Eli Liberato, no Aarão Reis.
A dois quarteirões dali, na Rua Guilhermina Soares, toda as casas já tiveram pelo menos uma vítima do Aedes aegypti. Na do vigilante Andry Marques Costa, 38 anos, não escapou ninguém. Ele teve dengue durante o Carnaval, ao mesmo tempo que a esposa. Ontem, um dia depois de se sentir melhor, aguardava o resultado do exame do filho de 13 anos, que também sentia dores pelo corpo, de cabeça, nos olhos e febre alta. “Só estamos esperando a confirmação, mas temos praticamente certeza do resultado”. Além dos três, a cunhada, que mora no andar de cima da casa, também estava infectada.
Farmácias de Belo Horizonte e do Estado já estão começando a receber o primeiro medicamento para o tratamento dos sintomas da dengue, o Proden. Aprovado e registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no final do ano passado, o produto pode ser vendido sem receita médica. Ele auxilia no tratamento dos sintomas da dengue, inclusive as complicações hemorrágicas, reduz o índice de contaminação em 73% dos casos e diminui o tempo de recuperação do paciente.
E para tentar conter o avanço da dengue no Vale do Aço, os municípios de Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso recorreram ao Estado em busca de uma verba de R$ 1,1 milhão para implantar ações que integram o Plano de Intervenção de Combate à Dengue. Segundo o prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões (PT), a verba será destinada à aquisição de veículos, tampas de caixa d’água e treinamento de profissionais nas quatro cidades.
“Estamos com uma incidência de casos de dengue maior que em Belo Horizonte, proporcionalmente falando. Temos que ter recursos para combater a doença”, ressalta. Conforme a autoridade sanitária da Gerência Regional de Saúde, Fabiana Fernandes Almeida, até a oitava semana deste ano foram notificados 1.620 casos na região – 1.089 em Coronel Fabriciano, 253 em Timóteo, 244 em Ipatinga e 34 em Santana do Paraíso.
Em nota divulgada ontem, a Prefeitura de Ipatinga nega que haja subnotificação da doença no município.
Iron Maiden em Belo Horizonte
Belo Horizonte é a sexta cidade na tour do Iron Maiden 2009 pelo Brasil.
A banda se apresentará em Manaus, no dia 12 de março; no Rio de Janeiro, dia 14 de março; no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, no dia 15 de março; em Belo Horizonte, dia 18 de março no Mineirinho; em Brasília, dia 20 de março e em Recife, dia 31 de março no Jockey Clube.
O que era especulação alguns meses atrás acaba de se tornar realidade. Os fãs mineiros do Iron Maiden tem agora mais um motivo para comemorar, pois a banda fará um show em Belo Horizonte no Mineirinho, no dia 18 de março.
Com isto, as apresentações no Brasil agora já somam seis datas, a saber:
12 de março – Manaus
14 de março – Rio de Janeiro
15 de março – São Paulo
18 de março – Belo Horizonte
20 de março – Brasilia
31 de março – Recife
A nova data ainda não está no site da banda, mas já é confirmada pela produtora que está trazendo o grupo. Vale observar também que a data de Recife foi adiada, ficando agora para o dia 31.
Postos de trabalho para empregados domésticos diminui em BH
Diminuiu o número de postos de trabalho no serviço doméstico, na região metropolitana. É o que mostra uma pesquisa feita pela Fundação João Pinheiro e pelo Dieese. Segundo especialistas, a crise econômica e a mudança no perfil das profissionais explicam essa redução.
Marilene é doméstica. Trabalha de carteira assinada desde 2001. Apesar de estar empregada, foi ao Sine nesta sexta-feira. Decidiu que neste ano vai trocar de função. O porque da mudança?
- Salário, qualidade do trabalho, a carga horária também conta muito e pela minha idade eu tenho que estar correndo atrás de uma coisa mais leve porque o físico já não está aguentando tanto, respondeu Marilene Mateus, doméstica.
E ela já está se qualificando pra enfrentar um novo mercado.
- Eu vou fazer agora um curso de radiologia, já tenho informática básica, mas como tem muito tempo que eu fiz, agora, eu tenho que fazer uma reciclagem no curso, completou.
Mensalistas e diaristas têm buscado outras formas de ocupação. Segundo especialistas, esse é um dos motivos para a diminuição dos postos de trabalho no serviço doméstico. Na região metropolitana, a queda foi de 28 mil em janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com um levantamento feito pela Fundação Joao Pinheiro, entre seis regiões metropolitanas do país, a de Belo Horizonte teve a maior redução.
As outras cidades pesquisadas foram: São Paulo, Recife, Porto Alegre, Brasília e Salvador. Na capital mineira, foram nove mil demissões a mais em janeiro de 2008 comparado a dezembro do ano passado. A crise econômica foi um dos agravantes.
- O enxugamento de vários setores da atividade econômica, tivemos redução na indústria, no comércio, em alguns ramos da indústria e muitos desses empregos eram de chefes de família que eram clientes do emprego doméstico, então essa redução atual pode estar relacionada ao desaquecimento da economia como o todo, explicou o coordenador de pesquisa de emprego e desemprego Mário Rodarte.
O emprego de diarista vem sendo preferido em relação ao de mensalista. No Sine, há 80 empregadas cadastradas a procura de uma vaga. O número de diaristas é três vezes maior: 240.
Simone deixou as vantagens da carteira assinada para fazer faxina em cinco casas diferentes durante a semana. Cobra R$ 50, por dia, além do dinheiro da passagem.
- Eu ganhava um salário, pouco mais. Hoje, consigo tirar até uns R$ 1.000, por mês tudo tem vantagens e desvantagens. A vantagem é que você ganha um pouco mais, a desvantagem é que você não tem direito a nada, questão assim, se for mandado embora, perder o emprego, se você for inteligente, pagar seu INSS e for investindo bem o dinheiro eu também acho que dá pra você sair bem, contou a diarista Simone Silvério.
Serviço especial de transporte para Cruzeiro X Ituiutaba
Os torcedores contarão com serviço especial de transporte coletivo para o jogo Cruzeiro X Ituiutaba que será realizado no Mineirão, às 16h, deste domingo (1). A operação será realizada com uma frota de 20 ônibus, que partem, a partir das 13h30, da rua Rio Grande do Sul, entre as ruas Tamóios e Tupis, no Centro da cidade. O preço da passagem é de R$ 2,30. Vale lembrar que o Cartão BHBUS não pode ser utilizado nas viagens do transporte especial para os jogos no estádio. Por razões de segurança, os validadores da bilhetagem eletrônica são retirados dos ônibus.
Também atendem ao Mineirão as linhas 2004 (Bandeirantes / Pilar via Olhos Dágua); 5401 (São Luiz / Dom Cabral); 64 (Estação Venda Nova / Santo Agostinho via Carlos Luz); Circulares 503 e 504 (Santa Rosa / Aparecida / São Luís); Suplementares 51 e 52 (Circular Pampulha), 53 (Confisco / Pampulha / São Gabriel), 54 A e 54 B (Dom Bosco / Shopping Del Rey). No cruzamento das avenidas Antônio Carlos com Abrãao Caram são disponibilizadas 29 linhas gerenciadas pela BHTrans, além das linhas do DER. Ainda há opões no cruzamento da avenida Carlos Luz com a rua Conceição do Mato Dentro, onde passam oito linhas da BHTrans.
Agentes da Unidade Integrada de Trânsito irão operar o tráfego na região e nos principais corredores de acesso ao estádio. Agentes da Guarda Municipal também vão auxiliar no monitoramento e orientação do trânsito. Informações sobre trânsito e transporte coletivo podem ser obtidas por meio da Central de Atendimento Telefônico da BHTrans, pelo telefone 3277-6500.
Total de ocupados registra queda de 49 mil
Recordes e extremos marcaram o mercado de trabalho em Belo Horizonte e Região Metropolitana no primeiro mês de 2009, como reflexos claros da crise. O volume de trabalhadores ocupados foi reduzido em 49 mil postos em janeiro frente a dezembro, a maior retração de toda a série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego na RMBH, iniciada em 1996. Em outra frente, 42 mil pessoas deixaram de procurar emprego, outro recorde dos últimos13 anos. O acréscimo de 7 mil desempregados elevou a taxa de desemprego dos 8,4% apurados em dezembro para 8,8% em janeiro, alta de 4,8%. O número total de desempregados chegou a 229 mil no mês.
“Apesar do forte movimento de eliminação de postos de trabalho, também houve uma intensa redução no volume de pessoas à procura de uma vaga, o que fez com que a taxa de desemprego não crescesse tanto”, explicou o coordenador técnico da PED pela Fundação João Pinheiro (FJP), Plínio de Campos Souza. A pesquisa é realizada em conjunto pela FJP, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e Dieese.
A crise financeira e seus desdobramentos foram responsáveis tanto pelo fechamento dos postos, como pelo desânimo que tomou conta do trabalhador e o deixou de fora da batalha por uma nova vaga.
“Com as notícias de demissões e mercado desaquecido, muitos deixam de procurar uma vaga. Além disso, tivemos um processo de formalização importante os últimos anos, e muitos trabalhadores que ficaram desempregados agora estão cobertos pelo seguro-desemprego. Com perspectivas ruins, eles adiam a procura enquanto estão recebendo o benefício. Como os níveis de desemprego vinham caindo sistematicamente nos últimos anos, isso também quer dizer que há mais pessoas na família trabalhando. Não há o desespero de outros anos, como em 2004, quando a taxa desemprego era de 20,4%”, avaliou Plínio.
Os setores que mais sofreram foram a indústria (-24 mil ocupações), comércio (-19 mil), construção civil (-8 mil) e outros setores (-9 mil), os últimos puxados principalmente pela queda de demanda pela empregada doméstica. “É um movimento observado há mais tempo, que se agravou com a crise. As pessoas ficam cada vez menos em casa e vêm substituindo a doméstica pela diarista . Na crise, é um modo rápido de cortar gastos”, ponderou.
Na fila do Sine, na manhã de ontem, em busca de uma vaga, o metalúrgico Ronaldo Rogério dos Santos Júnior, 22 anos, estava preparado para aproveitar a oportunidade que aparecesse. “A indústria paga melhor, mas acho que vai ser complicado, porque as metalúrgicas estão é demitindo. As encomendas diminuíram, e ninguém está contratando. Talvez no comércio seja mais fácil de conseguir uma vaga”, avaliou o metalúrgico, que foi demitido no último dia 6 em uma leva de cortes.
Com 27 anos de experiência no comércio, o gerente de vendas Luiz Carlos Alves, 47 anos, aposta na sua experiência para voltar ao mercado de trabalho, mesmo com a onda de fechamento de postos provocada pela crise. “Acho que as vendas ainda devem cair mais um pouco, mas tenho muitos contatos, conheço muito gente. Minha experiência deve me ajudar”, afirmou.
Para o vigia Wellington Marques da Silva, 46 anos, demitido neste mês, o importante é manter a confiança. “A crise atrapalha, mas quem quer trabalhar de verdade não desanima. Posso trabalhar como vigia e como pintor. Não quero é ficar parado”, disse.
O tempo médio de procura por trabalho, em janeiro, foi de 42 semanas, uma redução de seis semanas em relação ao mesmo mês de 2008. O rendimento real médio do trabalhador, que atingiu R$ 1.178 em dezembro, alta de 2,9% frente a novembro e 10,2% ante janeiro de 2008, deve começar a sofrer os efeitos da crise nos próximos meses. “Na hora de enxugar a folha, as empresas geralmente optam pelos funcionários que ganham mais”, aponta Plínio.
Segundo o coordenador da PED pela FJP, a piora dos índices de ocupação e emprego em janeiro eram esperadas devido à sazonalidade, mas, neste ano, houve um agravamento. “Até março, a tendência é de desaquecimento”, analisa Plínio. Todas as regiões metropolitanas pesquisadas, exceto Salvador (- 2%), registraram crescimento da taxa de desemprego: Distrito Federal (1,9%), Porto Alegre (2%), Recife (2,2%), São Paulo (5,9%).
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